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A Bolsa fechou praticamente estável nesta terça-feira (26), em alta de 0,06%, a 53.836 pontos.
A Vale e a Petrobras ajudaram a neutralizar a queda generalizada das ações do setor bancário após a inadimplência no país ter atingido patamar recorde em maio.
Segundo dados do BC (Banco Central) divulgados nesta terça, 30% dos empréstimos no cartão de crédito estavam inadimplentes há mais de 90 dias no mês passado.
O Ibovespa, principal índice de ações brasileiras, fechou com pequena alta após quatro pregões consecutivos de baixa.
A Bolsa variou entre 53.397 e 54.193 pontos, e o volume financeiro foi de R$ 6,1 bilhões.
"Vimos um movimento de recuperação técnica em alguns papéis, mas o cenário continua muito complicado", disse o operador Pedro Amaro, da PAX Corretora. "Com todas as incertezas na Europa e dados ruins também aqui no Brasil, não dá para ficar otimista."
"O Brasil já não brilha tanto e isso sem dúvida penaliza a nossa Bolsa. Vimos hoje que a situação da inadimplência continua ruim no país, o que penalizou o setor bancário".
QUEDA DOS BANCOS
O Banco do Brasil foi o destaque negativo do setor, com queda de 2,36%, a R$ 18,65 reais.
Além da má notícia para os bancos, o BB anunciou na véspera a decisão de colocar R$ 1 bilhão no Banco Votorantim. A Votorantim Finanças, que também é sócia do Banco Votorantim, também investirá a mesma quantia.
Entre os demais bancos, o Banco Santander teve baixa de 1,03% (a R$ 15,40), o Bradesco recuou 0,61% (a R$ 29,32), e o Itaú Unibanco caiu 0,15% (a R$ 27,16).
DEMAIS BAIXAS
Também tiveram forte queda as ações da Hering, que despencou 7,7% (a R$ 37,06), as da OGX, que recuaram 3,79% (a R$ 8,37), e as da Gol, que caíram 5,45% (a R$ 9,36).
O resultado da Hering foi a maior baixa diária desde 22 de setembro de 2011.
Segundo operadores, pesou sobre o papel da empresa um relatório do Bank of America Merrill Lynch, que deu recomendação "neutra" às ações, apontando para um cenário desafiador no curto prazo.
VALE E PETROBRAS
No sentido contrário, Vale e da Petrobras ajudaram a segurar o índice.
A preferencial da Vale subiu 1,83% (a R$ 38,93) e a da Petrobras ganhou 1,12% (a R$ 18,00).
A alta da estatal petrolífera devolveu apenas parcialmente as fortes perdas da véspera. Ontem, as ações despencaram 8,95% (a R$ 17,80).