Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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Desaparecida na segunda-feira (25), uma analista de recursos humanos de uma empresa de hidráulica, na zona leste de São Paulo, é suspeita de ter desviado dinheiro da empresa e usado parte para viajar a Buenos Aires, na Argentina, para assistir ao jogo entre Corinthians e Boca Juniors, pela final da Copa Libertadores da América.
"Corinthiana roxa", de acordo com a polícia, a funcionária desapareceu após deixar a empresa para um serviço externo, por volta das 8h30 de segunda-feira.
Uma colega de trabalho contatou a família e tentou ligar para o celular da mulher. Sem resposta, ela avisou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento. O caso foi encaminhado para o 49º DP (São Matheus).
Investigações junto à família mostraram que R$19 mil haviam sido sacados da conta da mulher, além de outras movimentações terem sido feitas em seu cartão de crédito.
Na terça-feira, o carro dela, um Fiat Palio vermelho, foi encontrado no estacionamento do shopping Aricanduva (zona leste de São Paulo), o que levou a polícia e os familiares a suspeitarem de sequestro relâmpago.
Imagens das câmeras de segurança do shopping e da agência bancária, no entanto, mostraram que a mulher esteve sozinha o tempo todo.
BUENOS AIRES
A polícia descobriu que uma das aquisições durante este tempo foi uma passagem aérea para Buenos Aires. Funcionários do Aeroporto de Guarulhos confirmaram o embarque dela às 15h30 de terça-feira, com destino à Argentina.
Solicitada pelo delegado, uma auditoria na empresa revelou o desvio de R$ 150 mil, valor que ainda pode ser aumentado porque os levantamentos não terminaram, segundo a polícia.
O presidente e um dos sócios da empresa disseram ao delegado que já estavam cientes do desvio, e que por isso tinham marcado uma reunião com a funcionária, um dia antes do desaparecimento, na qual ela não compareceu.
De acordo com a polícia, a funcionária estava "acima de qualquer suspeita". Ela foi promovida quatro vezes na empresa e tinha um cargo de confiança, com total acesso às contas bancárias do presidente.
A mulher já entrou em contato com amigos e familiares e ficou de se apresentar espontaneamente à polícia na semana que vem. Ela deve ser indiciada por furto qualificado continuado, com pena prevista de 2 a 8 anos de prisão.