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A analista de recursos humanos de uma empresa de hidráulica da zona leste de São Paulo, suspeita de ter desviado dinheiro da empresa na semana passada e viajado em seguida para Buenos Aires, na Argentina, se apresentou à polícia no 49ºDP (São Mateus) na tarde desta quinta-feira.
"Ela atendeu a intimação e compareceu na delegacia na companhia de uma advogada, mas se reservou ao direito de não responder às perguntas", disse o delegado José Manoel Martins. Segundo ele, a polícia tem provas suficientes da autoria e materialidade do crime.
O inquérito será encaminhado para o Fórum Central da Barra Funda, e ela deve responder na Justiça por furto qualificado por abuso de confiança, com pena prevista de 2 a 8 anos de prisão. Vivian Spina Fajardo, 33, tinha um cargo de confiança na empresa e tinha sido promovida quatro vezes.
Procurada para comentar o caso, a advogada de Fajardo, Talita Furlanetti Nasser, disse que os fatos são controvertidos. "A inocência dela vai ser provada no decorrer do processo. Quanto a essas especulações todas, não temos nada a declarar por enquanto." --concluiu.
A funcionária deixou a empresa na segunda-feira (25) por volta das 8h30 de para um serviço externo e não retornou. Colegas e familiares suspeitaram de sequestro relâmpago e registraram um boletim de ocorrência pelo desaparecimento. No dia seguinte, o carro dela foi encontrado no estacionamento do shopping Aricanduva, na zona leste de São Paulo.
BUENOS AIRES
Investigações da polícia junto à família e câmeras de segurança do shopping e de uma agência bancária mostraram que ela esteve sozinha o tempo todo e fez um saque de R$19 mil, além de outras movimentações terem sido feitas em seu cartão de crédito.
A mulher comprou uma passagem para Buenos Aires, na Argentina, e embarcou por volta das 15h30 da terça-feira (26), de acordo com funcionários do Aeroporto Internacional de Guarulhos. "Corinthiana roxa", segundo a polícia, há suspeitas de que ela tenha viajado para assistir ao primeiro jogo da final da Copa Libertadores da América, entre Boca Juniors e Corinthians.
Uma auditoria na empresa revelou o desvio de R$150 mil. O presidente e um dos sócios da empresa já desconfiavam do crime e tinham marcado uma reunião com a mulher para o dia seguinte de seu desaparecimento. A funcionária estava "acima de qualquer suspeita" segundo a polícia; foi promovida quatro vezes, tinha um cargo de confiança e total acesso as contas bancárias do presidente da empresa.