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O Sudeste ultrapassou o Nordeste e foi a região do país com o maior número de consumidores com o primeiro cartão de crédito no primeiro trimestre de 2012, segundo levantamento da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira (24).
O estudo foi feito com base nas informações de 300 mil CPFs de todo o Brasil, comparando os dados dos primeiros trimestres de 2010, 2011 de 2012. Os dados foram obtidos pela empresa após os CPFs terem sido consultados pela primeira vez para uma proposta de cartão.
De acordo com o levantamento, 39% das novas adesões estão no Sudeste, seguido do Nordeste com 38,5% de participação.
Desde 2009, Sudeste e Nordeste têm se alternado no primeiro lugar em propostas de novos cartões --no primeiro trimestre de 2011, o Nordeste havia passado o Sudeste, com os índices de 43% e 36%, respectivamente.
Na distribuição total, o Sudeste continua líder na concentração de solicitantes de cartões de crédito (48,4% das solicitações de cartões do país). Em seguida, vêm Nordeste (25,7%), Sul (17,1%), Centro-Oeste (5,3%) e Norte (3,5%).
RENDA
Os números revelam também que as pessoas que possuem renda de R$ 500 a R$ 1 mil ainda são responsáveis por grande parte dos consumidores com o primeiro cartão de crédito. No primeiro trimestre de 2010, eles representavam 51,7% das novas propostas. No ano passado, foram 55,8% e, agora, chegaram a 57,6%.
A participação desses consumidores fica mais evidente quando analisados os dados sobre a primeira consulta de CPF na Serasa Experian. Nos últimos três anos, 6% dos CPFs, em média, são verificados pela primeira vez no país. E, neste período, o que se viu foi um aumento da presença de consumidores com renda de R$ 500 a R$ 1000: 89,2% em 2010, 91,7% em 2011 e 96,5% das primeiras consultas neste ano.
O levantamento mostrou que, no caso do primeiro cartão, a maioria dos consumidores continua no extrato chamado periferia jovem, com participação de 42% das novas solicitações.
O índice é semelhante aos dos primeiros trimestres de 2010 e 2011: 45% e 43%, respectivamente. Esse grupo é formado por jovens trabalhadores, de baixa renda e com pouca qualificação, e estudantes de periferia e famílias que recebem assistência de qualquer instância de governo.