Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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GUSTAVO MIRANDA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
De 15 em 15 dias, a nutricionista Luiza Della Volpe, 25, deixa Campinas em direção à Riviera de São Lourenço, em Bertioga (a 103 km de São Paulo).
Lá, transforma-se em ciclista de carteirinha. "Na temporada, se eu preciso ir ao shopping, prefiro a bicicleta. Fica muito ruim andar de carro no verão", conta.
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Nas últimas férias, ela começou a usar o sistema de bike sharing do condomínio, do mesmo tipo que tomou conta das grandes cidades.
"Sempre tive muito problema com bicicleta [própria] na Riviera. Enferrujam, precisam de manutenção", relata.
Desde janeiro, a associação de moradores local colocou em funcionamento um sistema de compartilhamento de bicicletas que já tem 1.600 pessoas cadastradas e registrou 5.300 empréstimos.
Funciona assim: o usuário, que deve ser maior de 18 anos, paga uma taxa de R$ 20, válida por 36 meses. É possível ficar até uma hora com a bicicleta. Quem ultrapassar esse período paga uma multa de R$ 10 por hora, cobrada no cartão de crédito.
Rodolfo Castro, 27, engenheiro agrônomo, diz que estaciona o carro na garagem do condomínio e só volta a usá-lo no retorno à capital. "Não tenho que me preocupar com nada. Pego a bicicleta em uma estação e devolvo em outra. É uma baita de uma mão na roda", avalia.
MODELO
O sistema de bike sharing já está sendo adaptado em um condomínio em construção em São Paulo.
"Será basicamente o mesmo sistema. A diferença é que o morador vai informar o número do apartamento, a senha e pegar a bicicleta. A gente dá manutenção semanal e o custo é rachado no condomínio", explicou Tomas Martins, sócios da empresa que implantará o sistema.