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Texto atualizado às 21h10
SÃO PAULO - Dois anos e meio depois de assumir a presidência do Banco Santander no Brasil, Marcial Portela está deixando o cargo. Ele será substituído por outro espanhol: Jesús Zabalza, que comandava a divisão América, sob a qual estão filiais como a da Argentina, do México, do Chile e do Uruguai. Aos 68 anos, Portela não vai se desligar totalmente do Brasil. Assumirá a presidência do Conselho de Administração do banco.
A saída estava planejada desde que assumi a presidência executiva. O momento chegou, disse Portela ao Estado. Ele argumentou que a família inteira vive na Espanha, inclusive a mulher, que passa apenas um terço do tempo no Brasil.
O comando do Conselho de Administração permitirá que o executivo volte a viver em seu país de origem. Nessa posição, acredito que conseguirei passar dois terços do tempo na Espanha, afirmou.
Zabalza será o terceiro presidente executivo do Banco Santander no Brasil desde que o banco espanhol comprou o ABN Amro Real, em outubro de 2007. Antes dele, a instituição era liderada por Fabio Barbosa, oriundo do banco Real. Hoje, Barbosa preside o Grupo Abril.
Os 30 meses em que Portela comandou o Banco Santander foram marcados pelo aumento da participação da filial brasileira nos resultados mundiais (hoje na casa de 26%) e por rumores de que a unidade poderia ser vendida para ajudar o grupo a cobrir perdas na Espanha ? que vive o rescaldo da explosão de uma bolha de crédito.
Portela sempre negou as especulações, argumentando que o Brasil é, hoje, a maior unidade em termos de geração de lucro, à frente da própria Espanha.
O executivo avalia seu principal legado é a criação de uma equipe muito forte, com visão estratégica da missão que está definida para o grupo no mundo. Construímos bases sólidas para o crescimento de um banco comercial, disse.
Para ele, o ciclo de Zabalza será marcado justamente pelo crescimento em ambiente desafiador. A indústria financeira está em transformação no Brasil, afirmou, referindo-se à queda da taxa básica de juros (Selic) para os níveis mais baixos da história.
Mundo novo. A avaliação não só de Portela, mas de analistas e executivos do sistema financeiro, é de que as instituições terão de revolucionar suas estruturas (sobretudo de custos) para manter os níveis de rentabilidade das últimas décadas.
O problema é que a queda do juro, dos spreads e das tarifas aconteceu em uma velocidade muito superior à capacidade de os bancos se adaptarem a esse novo ambiente, diz um banqueiro concorrente do Santander. Inevitavelmente, a rentabilidade será menor nos próximos anos, como já aconteceu no ano passado.
Para assumir o comando da filial brasileira, Zabalza vai deixar a divisão América. O Banco Santander divulga hoje o balanço (no Brasil e no mundo) relativo ao primeiro trimestre de 2013.