Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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DANIELLE BRANT
DE SÃO PAULO
Com apenas dez dias, Nicholas Penteado Fichi ganhou sua primeira caderneta de poupança, presente da avó.
Hoje, aos nove meses, já tem à sua espera um cofrinho, do qual deverá cuidar por volta dos sete anos de idade, quando conseguirá entender a importância de poupar para alcançar um objetivo.
"É plantando a semente cedo e dando o exemplo que ensinamos a criança a valorizar o dinheiro", diz a mãe, Maria Carolina Sampaio Penteado, 35, produtora de eventos.
Dar o exemplo é mesmo a forma mais eficaz de inserir a educação financeira na vida dos filhos, diz a planejadora financeira Marcia Dessen, colunista da Folha. "Não adianta os pais dizerem uma coisa e fazerem outra."
| Bruno Poletti/Folhapress | ||
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| Nicholas Penteado Fichi, de nove meses, já tem uma caderneta de poupança e cuidará do próprio cofrinho aos sete anos |
Com base nessa ideia, Ana Claudia Leoni, superintendente de educação da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), identificou conceitos e hábitos que podem ser assimilados pelas crianças em cada faixa etária (veja quadro abaixo).
Aos quatro anos de idade, por exemplo, a criança já analisa o comportamento familiar, diz a especialista.
| Editoria de Arte/Folhapress |
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"É importante, nessa fase, não privilegiar programas que envolvam consumo, como idas ao shopping, porque a criança pode tomar essas atividades como referência de prazer. Reveze esses passeios com atividades culturais e idas a parques", recomenda.
Também é importante reforçar para a criança que há ocasiões especiais para ganhar presentes, como Natal, Dia da Criança e aniversário. E que há diferença entre desejar uma coisa e precisar dela. "Daí a necessidade de dizer não, mostrando ao filho por que ele não precisa de um brinquedo, por exemplo."
Dos cinco aos sete anos, é a fase de introduzir a chamada semanada -em vez da mesada. "A criança tem uma noção de tempo diferente da do adulto. Dar um valor semanalmente vai ajudá-la a ter uma dimensão melhor de como usar o dinheiro, aprender que ele acaba e que é preciso estabelecer prioridades para o uso daquilo", afirma Leoni.
Nessa faixa etária, a criança pode contar também com a ajuda de cofrinhos. E é um bom momento para mostrar ao filho que, se ele abrir mão de comprar um doce hoje, pode reunir dinheiro para, no longo prazo, ter aquele brinquedo que deseja.
A partir dos oito anos, o filho já tem maturidade para definir metas mais audaciosas. "Já pode começar a poupar para comprar um jogo ou fazer uma viagem", diz Leoni.
ENDIVIDAMENTO
O endividamento é um tema que também deve ser tratado nessa fase.
A dona de casa Gabriela Rodrigues Sant'Anna, 35, explicou neste ano à filha Vitoria, 8, que cartão de crédito é a mesma coisa que dinheiro.
"Antes, quando eu dizia que não tinha dinheiro para comprar algo, ela falava: 'Ah, mãe, passa no cartão'".
Outra recomendação é mostrar ao filho a importância de pagar suas dívidas.
Os pais podem emprestar dinheiro para que ele concretize um sonho, mas devem exigir pagamento em parcelas conforme o recebimento da mesada ou semanada.