SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
O risco Brasil fechou hoje no menor patamar em três semanas. O indicador mede a confiança do investidor estrangeiro nos títulos da dívida externa do país. Quanto menor essa taxa, menor a aposta em calote.
No final dos negócios desta quarta-feira, o risco-país recuava 2,14% e soma 410 pontos --nível mais baixo desde o último dia 4, quando estava em 402 pontos. Entre os emergentes, o Brasil tem o sexto maior risco, atrás da Argentina, Equador, Nigéria, Filipinas e Venezuela.
Apesar da queda desta quarta-feira, o indicador acumula uma alta de 7% neste mês. No final de dezembro, o risco brasileiro indicava 383 pontos, o menor patamar desde outubro de 1997.
Uma queda do risco tende a baratear a captação de recursos no exterior por empresas, bancos e governo. Na prática, um risco na casa de 400 pontos significa que os papéis oferecem taxa de retorno de 4% acima das pagas pelos títulos do Tesouro americano. O banco BGN, do grupo Queiroz Galvão, abriu hoje uma captação externa no valor de US$ 30 milhões. O bônus tem vencimento de três anos.
A melhora da percepção de risco também favorece uma queda do dólar, já que o fluxo de capital estrangeiro tende a ser maior nos países com menor chance de decretar moratória de sua dívida.
Nesta quarta-feira, o dólar fechou no menor patamar do ano, com queda de 1%, vendido a R$ 2,665. A moeda americana também seguiu o movimento internacional, onde o euro e o iene também se valorizam.
No mercado de ações, o Ibovespa (53 ações mais negociadas) se recuperou e subiu pelo terceiro pregão consecutivo. O índice paulista avançou 1,37%, aos 24.530 pontos, também com ajuda das Bolsas americanas que operaram com ganhos.
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