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DO RIO
DE SÃO PAULO
DO "AGORA"
Atualizado às 20h42.
A greve dos bancários no Rio de Janeiro afetou cerca de 70% das agências do centro, segundo o sindicato da categoria na cidade. Esse percentual equivale a 180 agências e 2.200 bancários de braços cruzados. Em São Paulo, cerca de 20% das agências foram afetadas em toda a Capital.
A paralisação faz parte de um movimento nacional iniciado nesta quinta-feira (19) em vários estados brasileiros. De acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), pelo menos 6.145 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados foram fechados no primeiro dia de greve. O balanço foi feito com dados de 143 sindicatos.
Greve fecha metade das agências bancárias em Ribeirão Preto (SP)
Desde o início da manhã desta quinta, representantes do sindicato percorrem as agências do centro da capital fluminense buscando adesões das agências. Em outros locais da cidade a adesão é pontual, explicou o presidente do Sindicato dos Bancários do Município do Rio de Janeiro, Almir Aguiar.
Fora do centro, os bancos estatais --Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal-- foram os que tiveram a maior quantidade de adesões, afirmou Aguiar. O objetivo do sindicato é que a adesão aumente nos próximos dias.
Os bancários pedem reajuste salarial de 11,93%-- que corresponde à inflação do período mais 5% de aumento real-- e melhores condições de trabalho. Bancários dizem que consideram abusivo o regime de metas adotado pelos bancos aos funcionários. Uma segunda reivindicação é aumento da segurança nos bancos. De acordo com o sindicato, foram registrados 55 casos de saidinha de banco neste ano em todo o país. Entre as vítimas, clientes, vigilantes e os próprios bancários.
O sindicato representa 18 mil bancários na cidade do Rio e é ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores) e a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro). Não há um sindicato estadual da categoria no Rio.
SÃO PAULO
Em São Paulo, ao percorrer corredores da Capital a reportagem observou que a paralisação ainda é pontual. Na av. Faria Lima, por exemplo, apenas seis agências estavam paradas, de 26 visitadas.
Na avenida, apenas Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil aderiram à greve. Na av. Engenheiro Luis Carlos Berrini, de sete agências visitadas, duas estavam em greve, ambas da Caixa.
No centro de São Paulo a adesão foi maior: Santander, Itaú, HSBC, Bradesco fecharam suas portas, assim como os bancos públicos e até Safra e Citibank. Ao percorrer o centro e as avenidas Lins de Vasconcelos, Paulista e Domingos de Morais, a reportagem encontrou 55 agências fechadas, de 76 visitas.
De acordo com o balanço do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, cerca de 20% das agências foram afetadas pela greve na Capital. Em números, 580 locais de trabalho --sendo nove centros administrativos fecharam, de um total de 2.835. "Estima-se que mais de 18 mil trabalhadores participaram das paralisações", diz.
A presidente do sindicato, Juvandia Moreira, afirmou que não houve avanços nas negociações com a Fenaban (sindicato patronal). "Ainda não temos nenhuma reunião marcada, mas estamos abertos às propostas".
COMO ENFRENTAR A GREVE
A paralisação não isenta o consumidor de pagar suas contas dentro do prazo estipulado pelo credor.
Para evitar eventuais encargos, como multas e juros pelo não pagamento da dívida em dia, a primeira atitude é ligar para a agência na qual possui conta para saber se ela aderiu à greve. Caso tenha aderido, procure saber se outra agência está operando.
Na impossibilidade de utilizar uma agência bancária, a solução é procurar, o quanto antes, o credor e solicitar outra opção de local para efetuar o pagamento, como internet, sede da empresa, casas lotéricas, código de barras para pagamento nos caixas eletrônicos, e outros.
Lembrando que a greve não afeta o funcionamento dos caixas eletrônicos das instituições financeiras.
De acordo com o Procon-SP, diante de um cenário de greve, as empresas são obrigadas a oferecer outro local de pagamento. Se o fornecedor se recusar a disponibilizar uma alternativa, o cliente deve documentar sua tentativa e registrar uma reclamação junto ao Procon.
COMPROVANTES
O cliente deve guardar os comprovantes, tanto os que indicam que ele buscou o credor para solicitar outra forma de pagamento, quando os comprovantes de pagamento feitos por outros canais, como internet e telefone.
"No caso da internet, o comprovante pode ser impresso. Pelo telefone, o consumidor deve anotar o número do protocolo", diz o Idec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor).
ÁGUA, LUZ E TELEFONE
As contas de serviços públicos como água, luz e telefone não precisam necessariamente ser pagas nas agências bancárias. É possível quitar em casas lotéricas e em alguns supermercados.
CONTAS EM ATRASO
Para quem tem conta como luz, água, telefone, gás em atraso, a orientação é fazer o pagamento normalmente pelos canais alternativos do banco (internet, telefone, corresponde bancário).
As próprias concessionárias de serviço público costumam inserir os juros e as multas na conta do mês seguinte.
No caso dos títulos de cobrança --condomínio, escola, academia, financiamentos-- a orientação da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) é pedir ao cedente do título um novo boleto já com os valores atualizados ou fazer o pagamento pelo Débito Direto Autorizado (DDA).
O DDA é um serviço de apresentação eletrônica de boletos bancários, que permite ao cliente realizar o pagamento de boletos eletronicamente.
Caso o boleto seja do próprio banco e a agência estiver fechada, o pagamento pode ser feito no site do banco. Lá, é possível solicitar nova via de boleto em atraso, mesmo para pessoas que não são correntistas.
Basta acessar o serviço de atualização de boleto, na página inicial do banco emissor do título de cobrança. Em seguida inserir a numeração do código de barras do boleto, o site irá gerar um novo boleto para pagamento.
Com o boleto atualizado, é possível pagá-lo pelos canais alternativos do banco.
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