Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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JOÃO ALBERTO PEDRINI
VENCESLAU BORLINA FILHO
DE RIBEIRÃO PRETO
O protesto realizado neste sábado (7) em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo) deixou pichações e complicou a vida de motoristas e pedestres que transitavam pela região central da cidade.
Cerca de 80 manifestantes, segundo a Polícia Militar, fizeram uma passeata pelas ruas e interditaram o trânsito. A PM teve que montar um esquema para bloquear as ruas e avenidas ao longo do trajeto.
Os presentes --alguns mascarados-- entoavam gritos que criticavam a realização da Copa do Mundo no ano que vem, pedindo mais investimentos em saúde e educação. O grupo criticou políticos, pediu a "prisão dos mensaleiros" e hostilizou o que chamou de "mídia corporativa e manipuladora".
A manifestação começou em frente ao Theatro Pedro 2º. Próximo ao local, por volta das 17h20, o grupo pôs fogo em latas de lixo e interditou por cerca de uma hora a rua Duque de Caxias, na altura da choperia Pinguim.
Após a ação na Duque de Caxias, o grupo seguiu para a frente do shopping Santa Úrsula. Alguns integrantes chegaram a barrar por dez minutos a saída de carros no estacionamento. Depois, ficaram em frente a uma das entradas do local, interrompendo a saída de quem estava dentro do shopping.
O plano era realizar um ato na avenida João Fiúsa, na zona sul da cidade, onde, em junho, o jovem Marcos Delefrate, 18, foi atropelado e morto durante as manifestações que pararam o país. O atropelador, o empresário Alexsandro Ishisato de Azevedo, 37, está preso.
No entanto, o grupo desistiu porque alguns integrantes imaginaram que poderia haver dispersão no trajeto.
Os manifestantes seguiram para a avenida Independência e pararam no monumento em homenagem à Independência do Brasil, comemorado neste sábado.
Depois, o grupo retornou para o Theatro Pedro 2º, onde a manifestação foi encerrada. No local, uma reunião definiu que no próximo sábado, às 15h, haverá um encontro para estabelecer novas ações.
PICHAÇÕES
A reportagem da Folha flagrou duas pichações feitas durante a manifestação deste sábado. Uma na escola estadual Dr. Guimarães Júnior, na rua Lafaiete, e outra no banco Itaú, da Nove de Julho. Um dos líderes do protesto não soube informar quem pichou os muros.
Durante os atos, alguns manifestantes defendiam as pichações.
De acordo com a Polícia Militar, não houve incidentes. O capitão Carvalho informou que carros e motos da PM interromperam o trânsito para que a manifestação fosse realizada. "Agimos, principalmente, para evitar atropelamentos", disse.
O protesto ocorreu de forma pacífica.
AMEAÇA
Um dos líderes do Movimento Jovem Independente, de Ribeirão, Cassiano Figueiredo, 18, afirmou que em frente ao Santa Úrsula a PM pediu a identificação de três jovens que estavam mascarados.
"Diziam que se não nos identificássemos, nos levariam para o DP [delegacia de polícia]", afirmou. Ele acrescentou que os policiais não informaram que tipo de infração os "mascarados" estariam cometendo.
O capitão da PM Paulo Henrique Junqueira de Carvalho confirmou que houve abordagem, mas negou que a polícia pediu identificação de quem estava com máscaras.