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O programa Bom Pra Todos --que reduziu juros em várias linhas de empréstimo-- ajudou a impulsionar o crescimento de 20,3% da carteira de crédito do Banco do Brasil em 12 meses, de acordo com a instituição.
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A carteira ampliada do banco, que inclui títulos privados e garantias prestadas, chegou R$ 508 bilhões em junho. Com o resultado, o BB é líder de mercado, com 19,5% de participação.
"Temos plena convicção de que teremos desempenho no segundo semestre superior ao do primeiro, considerando o reaquecimento da economia, que vai nos permitir um avanço muito expressivo do crédito. Acredito que terminaremos o ano com crescimento anualizado do crédito acima de 20%", disse Aldemir Bendine, presidente do BB.
"O país vai viver, a partir de agora, em um cenário de juros básicos menores, o que vai resultar em redução do juro bancário", disse o executivo. "É uma nova realidade. O que fizemos foi antecipar esse movimento. Juros menores facilitam a tomada de crédito por pessoas e empresas."
Bendine ressaltou ainda que os bancos vão ter de aumentar os volumes de empréstimos para manter as taxas de retorno com juros menores. E, para isso, as instituições precisarão fazer uma avaliação de risco dos clientes mais adequada, o que reduz a inadimplência.
Considerando somente a carteira orgânica do BB de crédito a pessoas físicas (sem Banco Votorantim e carteiras adquiridas), houve aumento de 20,7% em 12 meses, para R$ 102,2 bilhões em junho.
O destaque foi a carteira própria de veículos, que chegou a R$ 6,7 bilhões, com expansão de 45,4% no trimestre.
Já a carteira para pessoas jurídicas cresceu 22,4% em 12 meses, para R$ 233,9 bilhões em junho. O banco ressaltou o desempenho das operações com Micro e Pequenas Empresas, cuja carteira encerrou o semestre em R$ 75,4 bilhões, com crescimento de 25,8% em 12 meses impulsionado, principalmente, pelas linhas de capital de giro.
INADIMPLÊNCIA
Em relação aos calotes, o BB ressaltou que o índice está "sob controle e abaixo do desempenho do mercado", principalmente em razão do perfil conservador de sua carteira de crédito.
O banco destacou que 80% da carteira de pessoa física está concentrada em linhas com menor risco de calote, como empréstimo consignado (39,4% em junho) e imobiliário (22,9%).
O índice de inadimplência da instituição --dívidas vencidas a mais de 90 dias-- ficou em 2,1% em junho, um pouco acima do resultado registrado no mesmo período de 2011 (2,0%), mas praticamente estável em relação ao de março de 2012.
Mesmo assim, os recursos reservados pelo banco para pagamento de créditos considerados duvidosos aumentaram 20,7% no segundo trimestre na comparação com as do mesmo período de 2011, para R$ 3,7 bilhões.
"Esse aumento de provisão foi um acerto de carteira sem previsão de futuro, mas podemos rever [para baixo] a qualquer momento esse colchão", afirmou Bendine. "Nosso nível de provisão é mais que suficiente. A inadimplência está estabilizada, com tendência de declínio", afirmou Bendine
Os ativos do Banco do Brasil somaram R$ 1,1 trilhão ao final do primeiro semestre, com crescimento de 16,3% sobre os do mesmo período de 2011. Com o resultado, o banco é líder de mercado, com participação de 20,8%.