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Atualizado às 14h16.
A quarta mulher suspeita de integrar a chamada gangue das loiras foi presa no início da tarde desta terça-feira na região da Aclimação, área central de São Paulo.
O grupo, composto por seis mulheres e um homem, fazia sequestros-relâmpagos em estacionamentos de shoppings e supermercados de São Paulo.
Priscila do Amaral, 32, estava na rua Basílio da Cunha quando foi detida, por volta das 12h. De acordo com o delegado titular do 3º DP (Campos Elíseos), investigações e informações preliminares levaram os policiais até o local onde a suspeita foi encontrada.
Ela estava foragida desde março deste ano. No último dia 3, a Justiça havia decretado sua prisão preventiva.
Priscila será transferida ainda hoje para um Centro de Detenção Provisória. Ela ainda não apresentou advogado.
GANGUE
A gangue foi descoberta com a prisão da primeira mulher, Carina Geremias Vendramini, 25, em março.
A quadrilha usava personagens do cinema para se identificar durante os crimes.
Segundo a polícia, Wagner de Oliveira Gonçalves --preso anteriormente e apontado como chefe do grupo-- chamava as comparsas de "Bonnie", enquanto ele era chamado por elas de "Clyde", em referência ao famoso casal de criminosos cuja história virou filme em 1967.
O grupo começou praticando roubos a condomínios e, desde 2008, atuava com sequestros-relâmpagos, de acordo com a polícia.
| Divulgação/Polícia Civil | ||
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| Imagem divulgada em março identifica as suspeitas: Vanessa Vendramini, Franciely dos Santos, Carina Vendramini, Priscila do Amaral, Monique Scasiota e Lilmara Valezin (de cima para baixo, da esq. para a dir.) |
Policiais afirmam que as mulheres do grupo --cinco loiras e uma morena-- andavam sempre bem vestidas e aparentavam ser de classe média alta. Eles preferiam vítimas loiras, para que pudessem usar suas identidades ao fazer compras com os cartões de crédito.
AÇÕES
As abordagens eram feitas em estacionamento de supermercados e shoppings de São Paulo. Segundo o depoimento de Carina, o grupo também chegou a atuar em regiões nobres do Rio de Janeiro, como Copacabana. A polícia investiga se a atuação da quadrilha chegou ao Paraná, onde Carina morava com o marido.
De acordo com a Polícia Civil, a ação sempre começava com um casal abordando a vítima --mulheres desacompanhadas-- no estacionamento. Umas das mulheres e Wagner se aproximavam armados enquanto a vítima colocava suas compras no porta-malas. Eles então a obrigavam a entrar no banco dianteiro do próprio carro e entregar joias, dinheiro, documentos, além dos cartões bancários.
O suspeito e a comparsa rodavam pela cidade com o carro da vítima enquanto uma segunda integrante do grupo ficava com o cartão de crédito para fazer as compras e saques.
Segundo o delegado, as mulheres sempre agiam com mais agressividade, dando coronhadas e puxando os cabelos das sequestradas, enquanto Wagner se passava por "bonzinho", pressionando as mulheres a entregarem tudo o que tinham.
Eles se comunicavam por telefone assim que as compras eram finalizadas e a sequestrada era abandonada próximo ao local onde foi abordada.
Quando as vítimas não eram loiras, Monique, única morena do bando, fazia o papel da pessoa que usava os cartões nos estabelecimentos comerciais.
De acordo com o DHPP, foram mapeados mais de 50 sequestros-relâmpagos parecidos com a ação da "gangue das loiras" na capital paulista e a polícia investiga a atuação no grupo nessas ações.