Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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Atualizado às 11h04.
O percentual endividados na cidade de São Paulo caiu em junho na comparação mensal após registrar duas altas consecutivas, chegando a 48,7% ou 1,75 milhão de famílias. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).
O resultado é 4,5 pontos percentuais menor do que o registrado em maio, mas ficou 1,8 ponto percentual acima do que ocorreu em junho de 2011.
Os principais tipos de dívidas consideradas na PEIC (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) são crédito pessoas, cartão de crédito, cheque pré-datado, carnês, financiamento de imóveis e veículos.
"O consumidor está conseguindo estabilizar seu orçamento após terminar de pagar parte das prestações assumidas durante as promoções e liquidações de janeiro e fevereiro", diz a assessoria técnica da Fecomercio.
A pesquisa também registrou retração no total de famílias com conta em atraso, que eram de 21,5% em maio e, agora, representam 19,8% do total, e no número de famílias que afirmam não ter condições de pagar total ou parcialmente suas dívidas, que caiu de 5,4% para 4,8%.
PERFIL DA DÍVIDA
No mês passado, 19,8% dos paulistanos afirmaram estar comprometidos com dívidas por mais de um ano, 38,1% de três a seis meses e 22,8% por menos de três meses.
A parcela da população que comprometeu entre 11% e 50% de sua renda mensal é de 55,1%. 27,6% comprometeram menos de 10% da renda familiar e 14,8% comprometeram mais de 50%.
Entre os consumidores com contas em atraso, 38,6% têm débitos vencidos há mais de 90 dias, 16,4% por até 30 dias e 42,7% entre 30 e 90 dias.
O principal meio utilizado para adquirir essas dívidas continua sendo o cartão de crédito, sendo que 79,7% dos paulistanos têm alguma dívida devido às compras pagas dessa maneira. A proporção é o recorde da série histórica, iniciada em fevereiro de 2010.
A participação dos carnês caiu de 17,6% para 15%, e a do crédito pessoal, que recuou uma posição e é, agora, a terceira forma mais comum de endividamento, apresentou retração de 19,3% para 12,5%.
A pesquisa foi feito com cerca de 2.200 consumidores no município de São Paulo.