Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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TATIANA RESENDE
EDITORA-ASSISTENTE DE "MERCADO"
TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
O teto maior para o uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na compra do imóvel, que passou de R$ 500 mil para R$ 650 mil ou R$ 750 mil, dependendo da região, deve levar a uma redução nas taxas de juros.
Caixa Econômica Federal, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC confirmaram ontem que vão estender as condições que valiam para moradias de até R$ 500 mil para aquelas de até R$ 750 mil, que agora se enquadram no SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Banco Santander e Itaú ainda estudam se haverá alteração.
Com novo teto do FGTS, cliente deve ficar atento a aumento no valor do imóvel
Por lei, o SFH tem juros limitados a 12% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e engloba os financiamentos que usam recursos do fundo e da poupança.
Acima do teto, as taxas são livres, já que as instituições financeiras usam recursos próprios para bancar os financiamentos, mas também estavam abaixo desse patamar (veja quadro abaixo).
Isso quer dizer que os bancos tinham uma "gordura" para manter as taxas praticadas para os imóveis de R$ 500 mil a R$ 750 mil mesmo que agora essas moradias se enquadrem nas regras do SFH.
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Na avaliação de Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), "o mercado está muito competitivo", logo a tendência é que os juros fiquem menores também para esse público.
Na Caixa, que detém mais de 70% do crédito imobiliário no país, apenas a menor taxa (7,7% ao ano mais TR) --que também é a mais baixa do mercado-- não está disponível para imóveis com valor entre o teto anterior do SFH e o atual.
RENDA MENSAL
"Não acreditamos em um superaquecimento do crédito imobiliário para essa faixa até porque, para financiar, é preciso ter uma renda mensal [familiar] em torno de R$ 20 mil", afirma Teotônio Rezende, diretor da Caixa.
O parecer técnico usado nas discussões da equipe econômica do governo mostra que só 0,3% dos cotistas do fundo se enquadram na faixa de renda compatível com os novos tetos e, para que os saques adicionais se aproximem de R$ 1 bilhão ao longo de um ano, todos teriam que fazer uso dos recursos.
Para João da Rocha Lima Jr., coordenador do núcleo de mercado imobiliário da Poli-USP, em tese, a mudança no FGTS poderia levar a um aumento no valor dos imóveis porque a demanda deve crescer.
"Mas não acredito nisso porque os preços já estão elevados e há um estoque grande nas construtoras", ressalta o especialista.
Colaborou SHEILA D'AMORIM, de Brasília
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