Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
Atualizado às 14h49.
O ex-presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disse hoje que o setor financeiro brasileiro "está sólido" e que a liquidação do Cruzeiro do Sul não provocará riscos ao sistema.
"O mercado brasileiro está bem posicionado e bem capitalizado. E tem condições de enfrentar esse tipo de problema e turbulência", afirmou.
Banco Central decreta liquidação do Cruzeiro do Sul
Bovespa suspende negociações com papéis do Cruzeiro do Sul
Ações do Cruzeiro do Sul disparam quase 25% com possibilidade de venda
Nesta sexta-feira, o BC anunciou que irá liquidar o Cruzeiro do Sul, após terem fracassado as tentativas de vender a instituição financeira. O banco estava sendo administrado pelo Fundo Garantidor de Crédito desde junho.
Segundo Meirelles, a intervenção no Cruzeiro do Sul está de acordo com o acordo de Basileia, conjunto de regras internacionais estabelecidas pós-crise do setor bancário nos EUA em 2008.
"Uma das lições da crise e da reformulação das medidas de supervisão pelo comitê da Basileia é que é necessário que instituições com problema sejam liquidadas para que haja um bom funcionamento do mercado. Não se pode criar situações como o moral hazard", disse Meirelles, referindo-se ao dilema de ajudar bancos em situação de crise com recursos públicos.
Ele afirmou que é importante que os investidores tenham consciência dos riscos, mas disse que o sistema financeiro não deve ser afetado. "O sistema brasileiro está sólido e não vejo grandes problemas estruturais", disse.
Ele afirmou ainda que não considera negativo que a solução não tenha sido feita via mercado (compra do banco por outra instituição, como chegou a ser tentado).
"Faz parte das regras do jogo. Existem soluções de mercado quando é viável, quando não é viável não deve haver", disse, após participar de evento organizado pela revista "Exame" em São Paulo.
O presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Murilo Portugal também não considera negativo o desfecho via liquidação. "Sair do negócio também é uma solução de mercado", disse.