SÉRGIO RIPARDO
da Folha Online
A manutenção dos juros em 1,75% ao ano_ anunciada hoje pelo Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA)_ é positiva para o Brasil.
A avaliação é do economista-chefe do Bic Banco, Luiz Rabi, para quem a interrupção da sequência de 11 cortes nas taxas marca o início da saída da locomotiva da economia da mundial do caminho da recessão.
Os EUA emitiraram sinais preliminares de retomada do crescimento. São preliminares porque se baseiam em intenções de consumo, refletidas nos indicadores de confiança do consumidor e das empresas, diz.
Ele afirma que esses indicadores começaram a melhorar no final do ano passado e se tornou mais intensa este mês.
Falta essa intenção de consumo se materializar. Ou seja, as empresas precisam aumentar a produção e as vendas. No entanto, há sempre o risco de surgir um evento extraordinário no cenário internacional para comprometer essa recuperação.
Rabi diz que o mercado não tem dados ainda para prever quando os juros nos EUA voltam a subir.
Tudo dependerá dos próximos indicadores de produção e consumo.
Se a economia norte-americana se recuperar mais rápido do que o previsto (segundo semestre), esse otimismo pode favorecer a Europa e, consequentemente, o resto do mundo.
Em um ambiente de crescimento dos EUA e da Europa, as exportações brasileiras tendem a crescer. A atração de investimentos diretos estrangeiros fica mais fácil, bem como a rolagem das dívidas do país que vencem este ano.
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