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O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira (23) que seu Conselho de Administração autorizou a aquisição de até 13,7 milhões de ações ordinárias e 86,3 milhões de preferenciais em circulação no mercado, dentro de um programa de recompra de papéis do banco.
Conforme dados apresentados pelo Itaú, isso representa 6,4% das ações ordinárias e 3,9% das preferenciais em negociação na Bolsa.
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As compras poderão ser feitas entre 5 de novembro deste ano e 4 de novembro de 2013, segundo fato relevante.
Ainda segundo o Itaú, do programa de recompra aprovado em outubro de 2011 com validade até 5 de novembro deste ano, o banco adquiriu 3,5 milhões de ações preferenciais até setembro último, de um total autorizado de até 56,7 milhões de papéis dessa classe.
INADIMPLÊNCIA
O Itaú também informou que espera que a inadimplência continue a cair no atual trimestre, de acordo com o diretor de controladoria do banco, Rogério Calderón.
A inadimplência para débitos com atraso acima de 90 dias no banco ficou em 5,1% em setembro, queda de 0,1 ponto percentual na comparação com junho de 2012.
A previsão do Itaú é que a inadimplência retorne até o fim de 2012 ao mesmo patamar visto em dezembro de 2011, de 4,9%, segundo Calderón.
BALANÇO
O Itaú divulgou nesta terça-feira (23) um lucro líquido de R$ 3,41 bilhões no terceiro trimestre, valor 13% menor do que os R$ 3,94 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Na relação com o segundo trimestre, o recuo foi menor, de 4,8% (R$ 3,58 bilhões).
No acumulado do ano, o lucro chega a R$ 10,102 bilhões, o segundo maior da história entre os bancos considerando o período de janeiro a setembro, segundo estudo da Economatica. O maior registrado também foi do Itaú, de R$ 10,940 bilhões, nos primeiros nove meses do ano passado.
Analistas previam lucro de R$ 3,48 bilhões para o Itaú entre julho e setembro, segundo pesquisa Reuters.
A carteira de crédito da instituição fechou o trimestre com R$ 417,60 bilhões, incremento de 9,3% em 12 meses e alta de 1% no trimestre.
Os melhores desempenhos foram dos empréstimos para grandes empresas e para o financiamento de imóveis; a carteira de veículos registrou recuo na base anual.
A inadimplência para débitos com atraso acima de 90 dias ficou em 5,1% em setembro, acima dos 4,7% do terceiro trimestre de 2011 e leve redução, de 0,1% na relação com junho de 2012.
As provisões (dinheiro que o banco tem de ter em caixa para se precaver de calotes de clientes) cresceram 19,7% ao chegarem a R$ 5,93 milhões no trimestre, na comparação com o terceiro trimestre de 2011; na relação com o segundo trimestre houve queda de 0,8%.
"Esse nível de provisionamento é atribuído, principalmente, à alta inadimplência verificada nas carteiras de veículos e ao aumento de volume das carteiras de crédito pessoal", informou o banco.
Os ativos reais totais da instituição somaram R$ 960,21 milhões no fim de setembro, crescimento de 14,7% na comparação com o mesmo período de 2011.
O retorno recorrente anualizado alcançou 17,7% no terceiro trimestre, abaixo dos 23,5% vistos em igual intervalo de 2011. No segundo trimestre deste ano, esse indicador estava em 19,4%.
No balanço, o banco cita os efeitos da redução da margem financeira em decorrência dos cortes da taxa básica de juros, a Selic, entre outros fatores. A margem financeira da instituição recuou para R$ 12,82 milhões, ante os R$ 13,46 milhões registrados no segundo trimestre.
No acumulado do ano, a margem financeira cresceu 8,3% em comparação com os primeiros nove meses de 2011, em decorrência da evolução de 8,4% na margem financeira com clientes e de 6,3% na margem financeira com o mercado.
SERASA
No balanço apresentado hoje ao mercado, o Itaú Unibanco divulgou um acordo com a empresa Experian para se desfazer da totalidade de sua participação na Serasa.
De acordo com o documento, "a operação é consistente com a destinação do capital do Itaú para negócios tipicamente bancários e que agregam valor aos acionistas".
A Experian deverá pagar R$ 1,7 bilhão ao Itaú pelas 601.403 ações da Serasa, representativas de 16,14% do capital da companhia.
BRADESCO
Ontem, o Bradesco abriu a temporada de balanços dos bancos e reportou um lucro praticamente estável. O lucro líquido contábil nos três meses até setembro totalizou R$ 2,86 bilhões, ante R$ 2,81 bilhões em igual período de 2011 e comparado a R$ 2,833 bilhões no segundo trimestre deste ano.
A carteira de financiamentos terminou setembro em R$ 371,67 bilhões, crescimento de 11,8% em 12 meses e de 1,8% sobre junho.
PRESSÃO
O governo vem pressionando o setor bancário a diminuir seus juros (o que já influencia nos lucros) apoiado pelas recentes decisões do Banco Central que derrubou a taxa básica de juros a 7,25%, a mínima histórica.
Para manter os ganhos, as instituições têm apostado na prestação de serviço, na venda de produtos (consórcio, seguros, previdência etc.) e na cobrança de tarifas, que chegaram a subir até 526,1% em 2012.
A redução nas tarifas bancárias ocorre após os juros aos consumidores alcançarem o menor patamar histórico em agosto, estreitando os ganhos com os empréstimos e forçando os bancos a buscarem novas fontes de receita. Para combater a inadimplência, os bancos fazem ainda um movimento de aumentar suas provisões.