Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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Mesmo com o corte da taxa básica de juros e a estratégia do governo de usar os bancos públicos para oferecer mais crédito a um custo menor, os calotes nas operações com pessoas físicas subiram e encerraram o ano passado em 7,9%.
O valor, apesar de não se recorde, mostra que a inadimplência resiste a cair, frustrando a expectativa de redução prometida durante todo o ano pelo Banco Central.
Crédito desacelera em 2012, mas atinge 53,5% do PIB
Juros caem pelo 10º mês seguido e fecham 2012 em mínima histórica
Depois do pico registrado em maio do ano passado, quando os atrasos de mais de 90 dias no pagamento de dívidas contraídas por pessoas físicas atingiu 7,9%, o Departamento Econômico do BC projetava queda gradual. No entanto, esses atrasos permaneceram altos, recuaram ligeiramente para 7,8% e voltaram a subir no final do ano.
Agora, o BC empurrou a sua previsão de queda para 2013. Os empréstimos para compra de veículos e as operações de crédito pessoal, que representam a maior parte do crédito para pessoa física (sem incluir habitação), fecharam 2012 com dívidas em atraso.
O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, não soube explicar porque a inadimplência no crédito pessoal foi maior.
Essa linha sempre foi destacada pelo BC como uma alternativa importante de empréstimo importante (ao lado do consignado). Por ter um custo menor, ela pode ser usada para refinanciar dívidas mais caras.
Por exemplo, a pessoa pode tomar um crédito pessoal, pagamento em média 38,9% ao ano, para se livrar de um dívida no cheque especial, que tem custo de 142% ao ano.
No ano ano passado, o volume de crédito no país subiu 16,2% alcançando R$ 2,4 trilhões (53,5% do PIB). O crescimento foi maior para nas operações para pessoas físicas (17,8%) do que para as empresas (14,9%).