Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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MARIANA SCHREIBER
DE BRASÍLIA
Atualizado às 12h59.
A greve dos bancários provocou uma queda na liberação de crédito para os consumidores em setembro, informou o Banco Central nesta terça-feira (29).
Segundo relatório da instituição, a paralisação contribuiu para uma redução de 3% nas concessões de empréstimos às famílias em setembro ante agosto, com destaque para o crédito consignado (-16%), aquisição de veículos (-8,1%), financiamento imobiliário (-9,5%) e crédito rural (-7%).
A greve teve início no dia 19 de setembro e os bancários só voltaram ao trabalho na terceira semana deste mês. Não é possível saber ainda, porém, se o impacto da paralisação será o mesmo neste mês, disse o chefe do departamento econômico do Banco Central, Tulio Maciel. "Em termos de dias, a greve afetou mais outubro que setembro. Mas depois da greve há um esforço dos bancos para compensar [o tempo parado]", disse.
No caso do cheque especial, houve queda de 0,8% na liberação de novos empréstimos, mas o saldo total das operações cresceu 4,3%. Para Maciel, esse crescimento também deve ser reflexo da greve dos bancários, que impediu as pessoas de fazerem depósitos e pagarem duas dívidas. Com isso, o débito no cheque especial se ampliou. "Certamente, pessoas que iam quitar empréstimos não o fizeram".
A liberação de empréstimos para empresas foi menos afetada pela e cresceu 1,5% no mês passado. De acordo com Maciel, é comum esse crescimento no mês por causa do aumento da produção das empresas no final do ano.
ALTA DOS JUROS
A taxa média de juros com recursos livres, que correspondem aos empréstimos concedidos pelos bancos de acordo com as condições de mercado, ficou em 28,4% ao ano em setembro -- a mais alta desde maio de 2012, quando estava em 28,5%--, uma alta de 0,4 ponto percentual em relação a agosto.
No segmento de pessoa física, a taxa média anual ficou em 37,2%, aumento de 0,7 ponto percentual. Já no de pessoa jurídica, a alta foi menor, de apenas 0,1 p.p., chegando a 20,7% ao ano.
A alta dos juros torna mais caro fazer compras parceladas e tomar empréstimos, o que desestimula o consumo. O aumento dos juros médios no mercado é reflexo do aumento da taxa básica (Selic), que já subiu cinco vezes desde abril, para 9,5% ao ano. O BC está elevando os juros para controlar a inflação.
No caso dos recursos direcionados, que incluem os financiamentos concedidos pelo BNDES, o crédito habitacional e o rural, os juros ficaram praticamente estáveis, em 7,3% a.a.
Com isso, a taxa média de juros total praticada no país chegou a 19,5% em agosto, alta de 0,2 p. p. frente a agosto.