Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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da France Presse
da Folha Online
O Departamento do Tesouro estuda um plano para reduzir as taxas de juros dos empréstimos imobiliários, com o objetivo de dinamizar este mercado que se encontra na raiz da atual crise econômica, informa a edição desta quinta-feira do diário americano "The Wall Street Journal" ("WSJ").
"Esse plano, que ainda está na fase de desenvolvimento, utilizaria de maneira temporária os gigantes do refinanciamento hipotecário, Fannie Mae e Freddie Mac, para estimular os bancos a emprestar a taxas reduzidas de até 4,5%", destaca o jornal.
Uma taxa de 4,5% é mais de um ponto percentual inferior à taxa de juros que prevalece para os empréstimos hipotecários de 30 anos a taxa fixa, segundo o "WSJ".
A taxa pretende estimular as vendas imobiliárias e seria atribuída apenas a quem comprar uma residência nova, não àqueles que pretendem refinanciar um empréstimo. "O plano está em discussão e pode não ser objeto de uma decisão final antes do fim do mandato de George W. Bush em janeiro e da chegada da nova administração de Barack Obama", acrescenta o jornal.
Pressionadas para atuar sobre as raízes da crise econômica, as autoridades americanas anunciaram no fim de novembro o uso de até US$ 600 bilhões para o mercado de crédito imobiliário, retomando dívidas do Freddie Mac e Fannie Mae e adquirindo ainda títulos emitidos por estas instituições e vinculados a dívidas hipotecárias.
Ontem, a MBA (Associação de Bancos de Hipoteca, na sigla em inglês) informou que o número de propostas de hipotecas teve alta recorde na semana passada nos EUA. O índice que apura o número de propostas de hipotecas no país ficou em 857,7 pontos na semana encerrada no dia 28 de novembro, um aumento recorde de 112,1% em relação ao indicador da semana imediatamente anterior, 404,4 pontos. Foi o maior índice desde a semana encerrada em 21 de março deste ano, quando chegou a 965,9 pontos.
O indicador de pedidos de refinanciamento de hipotecas marcou outro recorde, com alta de 203% e o índice de compras de imóveis subiu 38%.
O custo nas hipotecas de 30 anos com taxas de juros fixas, excluindo tarifas, ficou, em média, em 5,47% uma queda de 0,52 ponto percentual em relação à semana anterior. Foi o maior recuo desde 1990, quando a MBA passou a fazer a pesquisa semanal.