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DE SÃO PAULO
O governo quer estimular a participação do investidor estrangeiro no mercado privado de investimentos em infraestrutura no longo prazo.
Em um seminário com a presença de executivos do Tesouro Americano e representantes de bancos e fundos brasileiros, como Cristiano Cury, do banco BTG Pactual, foram apresentadas as opções de investimentos em longo prazo no país. O encontro foi na sede do Ministério da Fazenda em São Paulo.
Segundo Carlos Márcio Bicalho Conzendey, secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, o governo quer fomentar esse mercado, já que a tendência é de que a taxa de juros básica (Selic) caia no longo prazo.
Hoje, no entanto, os títulos públicos oferecem uma opção muito competitiva para as emissões de debêntures de infraestrutura já que, desde 2006, o investidor estrangeiro é isento do Imposto de Renda e, em junho, o governo retirou novamente a cobrança do IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguros) sobre títulos públicos.
Foi justamente por isso que os americanos questionaram a vantagem desse tipo de emissão - geralmente, debêntures (título de crédito) de infraestrutura - já que, com as isenções, os títulos têm um rendimento similar, mas risco muito menor.
"As emissões tem que dar um retorno um pouco mais alto para poder atrair investimentos", afirmou Carlos Márcio Bicalho Conzendey, secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda.
Segundo Cozendey, durante a apresentação, Cury mostrou o exemplo da rodovia Tietê, que fez uma emissão de R$ 1 bilhão em títulos de crédito e afirmou que há projetos específicos de infraestrutura que garantem um rendimento muito maior do que os títulos do Tesouro.
BNDES
No evento, também foi destacada a importância do BNDES para estimular esse tipo de investimento, financiando parte do projeto, o que fortalece sua credibilidade junto ao mercado. O banco público tem destacado a intenção de reduzir os financiamentos de uma forma geral, o que vem de acordo com a estratégia de aumentar o mercado privado para esse tipo de projeto.
"Os investidores estrangeiros já conhecem bem o mercado de dívida pública, mas não conhecem esse de investimento de longo prazo", afirmou Cozendey.