Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
SÃO PAULO - Os juros menores e os prazos mais dilatados do crédito habitacional fizeram a modalidade explodir nos últimos anos. De 2008 para cá, o crescimento dessa operação no universo das pessoas físicas foi de 339,5% - sem considerar os efeitos da inflação. Em dezembro, o total de crédito habitacional concedido ao consumidor somou R$ 277 bilhões (recursos livres e direcionados), praticamente o mesmo nível do crédito pessoal (R$ 280,5 bilhões), segundo dados do Banco Central.
Com esse aumento, o crédito habitacional já representa 25% de toda a carteira de pessoas físicas, contra 11,9% há quatro anos. É uma diferença de apenas 0,3 ponto porcentual em relação ao crédito pessoal, que ainda é o líder da categoria. Mas essa diferença vem caindo ao longo dos anos. Em dezembro de 2010, a diferença entre as duas modalidades estava em 8,5 pontos porcentuais e no mesmo mês de 2011, em 4,6 pontos.
O terceiro lugar da carteira de pessoas físicas é ocupado pelo financiamento de veículos, que fechou 2012 com estoque de R$ 201,6 bilhões.
Um estudo recente da Serasa Experian prevê que já no primeiro semestre de 2013 o crédito habitacional deve ultrapassar o crédito pessoal. Vários fatores contribuíram para o crescimento do crédito imobiliário: a estabilidade econômica, combinada com a manutenção do emprego e da renda, a alienação fiduciária, que trouxe maior celeridade na execução da garantia, reduzindo significativamente a inadimplência, estimulando os bancos a aumentarem a oferta, os prazos e a reduzirem a taxa de juros, cita a entidade no estudo.
Apesar do crescimento do crédito imobiliário no Brasil, os valores ainda são baixos se comparados a outros países. Aqui, o total emprestado nessa modalidade representa 6,3% do Produto Interno Bruto (era 4,8% há um ano).
Preços. Com o dinheiro para compra da casa própria mais barato, a demanda explodiu e pressionou o valor do metro quadrado. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o preço médio do metro quadrado subiu 159% de janeiro de 2008 a dezembro de 2012. Os dados são do índice FipeZap, que pesquisa o valor anunciado de imóvel em seis capitais e no Distrito Federal.
Agora, contudo, o cenário é outro. Em 2012, o preço médio em sete regiões avançou 13,7%, quase a metade da valorização em 2011, de acordo com o FipeZap. Dificilmente nós teremos uma alteração drástica nas condições de crédito como ocorreu. Toda essa explosão de preços que a gente viu tende a acalmar, afirma Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice.