Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
DA REUTERS
O orçamento mensal das famílias comprometido com pagamento de dívidas financeiras subiu pelo terceiro mês consecutivo em junho e atingiu 21,52%.
Em maio, a fatia de comprometimento estava em 21,5% e em abril em 21,49%. Em junho do ano passado, o percentual era de 22,96%. Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central (BC).
Repetindo dinâmica observada desde abril, caiu a fatia destinada ao pagamento do principal da dívida e subiu a quantia gasta com o pagamento de juros. Em junho, o percentual destinado ao pagamento de principal foi de 12,88%, ante 12,92% em maio. Já o gasto com juros subiu de 8,58% em maio para 8,64%.
Tal movimento tem relação com o aumento das taxas de mercado. A taxa de juro para o tomador final, considerando todas as operações com pessoas físicas, subiu de 24% para 24,3% ao ano em junho.
Já o endividamento das famílias, que mostra a relação entre o saldo das dívidas no sistema financeiro e a renda acumulada em 12 meses, continuou subindo, passando de 44,52% da renda para 44,82%.
Interessante notar que, descontando as dívidas referentes ao crédito habitacional, o endividamento das famílias caiu de 30,45% em maio, para 30,41% em junho, menor leitura desde dezembro de 2010.
O endividamento imobiliário é visto como mais "saudável" que as demais modalidades de crédito à pessoa física, pois reflete, na maioria das vezes, a construção de patrimônio das famílias. Além disso, como as operações de são de longo prazo e têm menores taxas de juros, têm peso menor no orçamento mensal.