Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
JULIO WIZIACK
DE SÃO PAULO
A entrada do BTG Pactual no bloco de controle da Oi foi a saída encontrada para levar adiante a fusão com a Portugal Telecom após o veto da presidente Dilma Rousseff a um desembolso de R$ 3,5 bilhões que o BNDES teria de fazer para manter sua participação na operadora, viabilizando, assim, o negócio.
Em 22 de junho, a Folha revelou que as negociações de fusão só seriam retomadas caso os sócios privados (Andrade Gutierrez, La Fonte e Portugal Telecom) encontrassem um novo acionista disposto a capitalizar a empresa.
Ainda segundo apurou a reportagem, naquele momento, a presidente Dilma não concordava com o prêmio que Andrade Gutierrez e La Fonte receberiam pelo negócio (R$ 1,4 bilhão), recursos que o governo gostaria de ter reinvestido na operação, especialmente após tantos desembolsos do BNDES à companhia.
A Oi concentrou 60% dos recursos do BNDES para as teles desde a privatização (financiamentos e desembolsos para investimentos e capital de giro).
Sem o BNDES, não restou outra saída a não ser buscar um novo sócio. As negociações demoraram mais do que o previsto porque o BTG enfrentou perdas com o investimento feito nas empresas de Eike Batista, que viram suas ações despencarem em meados do ano. O banco deverá investir R$ 1,1 bilhão.
A Andrade Gutierrez e a La Fonte farão aporte de R$ 1,4 bilhão.
O BNDES ainda estuda se manterá sua participação atual, algo que, segundo apurou a reportagem, só ocorrerá mediante a conversão de parte da dívida da companhia em debêntures conversíveis em ações, uma transação que, futuramente (no momento da conversão), levaria a fatia do banco estatal para cerca de 10%.
A cifra envolveria cerca de R$ 600 milhões.
Os fundos de pensão não devem acompanhar o aporte e, neste caso, serão diluídos.