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Se o governo dos EUA não pode enviar armas aos que lutam pela derrubada do ditador sírio Bashar Assad, o mesmo não acontece com a iniciativa privada.
O Grupo de Apoio Sírio (SSP, na sigla em inglês), com base nos EUA e administrado por expatriados, surgiu recentemente com o objetivo explícito de angariar dinheiro para os rebeldes.
O organização conseguiu a licença de envio de fundos para o país, após montar um escritório em Washington com a gerência de uma antiga autoridade da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). A licença é uma exceção: operações monetárias destinadas à Síria recentemente sofreram sanções nos EUA.
| Umit Bektas/Reuters | ||
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| Garoto sírio olha pela janela de ônibus ao chegar a cidade turca de Reyhanli |
Agora, os apoiadores dos oposicionistas armados podem ir ao site do grupo e fazer uma doação via PayPal ou cartão de crédito.
O SSP não diz quanto já coletou, mas adianta que, por enquanto, nenhum montante foi enviado aos rebeldes. Eles esperam recolher US$ 7 milhões por mês, segundo Louay Sakka, um sírio-canadense que mora em Toronto.
Ele sabe que a expectativa do grupo é alta, e será difícil de ser atingida se não houver nenhuma "grande ajuda institucional". O dinheiro poderá ser usado para pagar salários aos milhares de rebeldes, assim como comprar armas e munições.
O SSG continua pressionando o governo Obama a destinar fundos e/ou intervir militarmente na Síria para ajudar a derrubar Assad.
CRIAÇÃO
Sakka deixou a Síria há 15 anos e, em fevereiro de 2011, criou com amigos a Organizações dos Expatriados Sírios, que tinha por missão incentivar uma mudança pacífica no país. No entanto, após o governo de Assad responder aos protestos com balas, "vimos as pessoas se voltando às armas", disse Sakka.
Em novembro, a organização investigou a situação militar nas províncias sírias, utilizando a internet para entrar em contato com rebeldes. Em maio, eles já tinham as informações sobre os conselhos militares operando no país
Lakka disse que um dos argumentos utilizados para convencer as autoridades americanas da necessidade de envio de dinheiro aos rebeldes, era levar à região um incentivo que os afastasse de extremistas com recursos, como a rede terrorista Al Qaeda. "Se vocês não querem que haja um vácuo, que a Al Qaeda tome conta de tudo e grupos extremistas dominem a região, temos que unificar os rebeldes", teria dito Lakka.
O SSG enviará dinheiro a grupos rebeldes que atuam em nove Províncias e que assinaram uma proclamação de princípios, como a busca por uma nação democrática na Síria que respeite diferenças religiosas e étnicas e repudie o terrorismo, o extremismo, e a morte por vingança.
EUA
Os Estados Unidos anunciaram no dia 2 de agosto o envio de mais US$ 12 milhões de ajuda humanitária aos cidadãos sírios prejudicados pelos confrontos e a onda de violência entre oposição e o governo. Com último repasse, o total de contribuições americanas aos sírios chega a US$ 76 milhões desde o início do conflito, em março de 2011. O valor inclui os US$ 25 milhões enviado aos rebeldes em equipamentos de comunicação e suprimentos médicos.
Apesar da insistência dos insurgentes, os Estados Unidos não deram apoio militar nem armas aos insurgentes de forma oficial.
REINO UNIDO
Nesta sexta, o governo britânico anunciou que entrará em contato com o ELS (Exército Livre Sírio) para enviar 5 milhões de libras em ajuda humanitária e produtos não-letais para grupos de oposição no país.
O Reino Unido disse que a população síria não pode esperar indefinidamente por uma solução diplomática para o conflito, por isso o dinheiro.
Pela primeira vez, o montante irá para destinatários dentro da Síria, não para grupos de exilados, como vinha acontecendo até agora.