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DE SÃO PAULO
O dólar fechou novamente em alta nesta quarta-feira. A moeda americana subiu 0,39% ante o real e terminou a sessão cotada a R$ 2,0270.
Durante a sessão, o dólar comercial oscilou entre R$ 1,9870 na mínima e R$ 2,0380 na máxima.
Em julho, a moeda acumula alta de 0,45%. No ano, 8,03%.
A segunda alta consecutiva reflete a clara indicação dada pelo BC (Banco Central) nesta terça de que não vai permitir que a moeda fique abaixo de R$ 2.
O diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, disse que o dólar abaixo de R$ 2 "pode não ser bom para a indústria", acrescentando que a autoridade monetária estava atuando na ponta vendedora, mas que poderia atuar na ponta oposta.
"A moeda tem sempre espaço para subir", disse Luiz Fernando Gênova, operador do Banco Daycoval, citando as declarações de Mendes. "É provável que se mantenha acima de R$ 2."
Diante das sinalizações, a divisa americana já se valorizou 2,01% ante o real ontem e hoje, depois de fechar a R$ 1,9874 na venda.
ATUANDO NAS PONTAS
A última vez que o BC atuou na ponta compradora, adquirindo dólar no mercado à vista, foi em 27 de abril. Na época, a moeda era negociada a menos de R$ 1,90.
Na semana passada, a autoridade monetária interveio de forma contundente na ponta vendedora de dólares, realizando três leilões de swap cambial --operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro, utilizada pelo BC normalmente para conter a pressão de alta da moeda americana-- seguidos, movimentando o equivalente a cerca de US$ 9 bilhões.
Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o governo tem feito uma política cambial mais ativa, "que resulta num real mais competitivo".
OTIMISMO NA BOVESPA
O principal índice de ações da Bovespa subiu pelo quarto pregão consecutivo nesta quarta, na mais longa sequência de alta desde fevereiro.
O Ibovespa fechou em alta de 0,53%, a 56.076 pontos, impulsionado pelo avanço de siderúrgicas e da OGX na sessão.
O giro financeiro na Bovespa foi de R$ 4,03 bilhões, menos da metade da média diária de junho, reflexo de feriado nos Estados Unidos.
Com agência de notícias