Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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DE SÃO PAULO
Atualizado às 18h43.
o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 0,44% nesta terça-feira (30) para R$ 2,280, o maior valor em mais de quatro anos --desde 1º de abril de 2009, quando terminou o dia a R$ 2,281.
Já a moeda americana à vista, referência para as negociações no mercado financeiro, teve valorização hoje de 0,62%, para R$ 2,275.
A pressão de alta do dólar ocorreu em duas frentes, segundo operadores, com investidores retirando recursos do país no mercado à vista e se desfazendo de aplicações no mercado futuro de dólar.
"O país está com problema de fluxo [de dólares], por isso começa a se acentuar a falta da moeda no mercado à vista", disse o diretor-executivo da NGO Corretora, Sidnei Nehme. No mês até o dia 19, o fluxo cambial estava negativo em US$ 2,484 bilhões, segundo dados do BC.
Os investidores também aguardavam a divulgação de dados econômicos da China, nesta noite, e dos Estados Unidos, amanhã.
Nesta quarta-feira, o Fed (Banco Central americano) se reúne e pode dar novos sinais sobre o futuro da estratégia de recompra mensal, para injetar recursos na economia dos EUA, de US$ 85 bilhões em títulos públicos do país, afirma Marcio Cardoso, sócio-diretor da Easynvest Título Corretora.
A autoridade monetária já sinalizou que pretende reduzir gratativamente esse incentivo, mas ainda há dúvidas, no mercado fianceiro, sobre o ritmo dessa redução e a data de término do processo.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em baixa de 1,32%, aos 48.561 pontos, pressionado pelos papéis da Vale e da Petrobras e em dia de divulgação de resultados dos bancos Itaú Unibanco e Banco Santander Brasil (leia mais abaixo).
"Houve uma queda razoável nas ações da Vale e da Petrobras na última semana e, como o investidor que está no mercado prioriza o curto prazo, acabou vendendo os papéis e realizando lucro", afirma Cardoso.
Os papéis preferenciais da Vale fecharam em queda de 1,87%, a R$ 28,36, enquanto os ordinários caíram 2,45%, para R$ 31,06. As ações preferenciais da Petrobras encerraram a sessão com baixa de 1,32%, a R$ 16,46, e as ordinárias perderam 2,46%, a R$ 15,49.
BANCOS
O dia foi marcado pela divulgação de resultados de Itaú Unibanco e Santander.
O Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou nesta terça-feira que encerrou o segundo trimestre desse ano com lucro líquido contábil de R$ 3,583 bilhões, alta de 8,44% em relação a igual período do ano passado.
Também nesta manhã, o Banco Santander Brasil anunciou que lucrou R$ 501 milhões no segundo trimestre deste ano, com queda de 9,73% ante igual período de 2012 e recuo de 17,8% em relação ao primeiro trimestre. Os números, no entanto, superaram as expectativas de analistas.
"Acreditamos que o resultado possa ser recebido como positivo, dado que o banco [Itaú] conseguiu entregar resultados consistentes. De fato, o banco ainda sofre influências negativas das próprias condições de mercado. Porém vale ressaltar que os níveis de spread e margem com clientes mostram sinais de estabilização e até crescimento para a instituição", diz o analista, William Alves, da XP Investimentos.
Alves, porém, não vê boas perspectivas ao Banco Santander Brasil. "O banco [Santander] continua a apresentar crescimento vagaroso em suas operações, níveis de inadimplência desconfortáveis e indicadores de retorno abaixo da média", afirma. "Ainda sob influência das condições de mercado aliadas a mudança no mix de sua carteira, o banco [Santander] deve apresentar dificuldades em se desvencilhar de sua tendência negativa nos próximos trimestres", completa.
As ações do Itaú fecharam em alta de 0,79%, a R$ 29,22. Os papéis do Banco Santander subiram 1,24%, a R$ 13,87.
Entre as maiores baixas, os destaques ficaram com as ações ordinárias da Usiminas (-6,25%), as ordinárias da Oi (-4,50%) e as de mesmo tipo da CSN (-5,92%).
As maiores altas foram registradas pelas ordinárias da Cielo (1,76%), as units do Banco Santander (1,24%) e as ordinárias da BRF (1,24%).
Com Reuters