Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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Na tentativa de se livrar das contas em atrasos, os consumidores brasileiros terão mais trabalho para conseguir quitar débitos em pendência com cheques sem fundos do que aqueles contraídos diretamente com bancos.
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Conheça melhor caminho para sair do endividamento
A modalidade foi a que apresentou os maiores crescimento e valor entre as categorias de dívidas pesquisadas pela Serasa Experian na pesquisa de inadimplência.
Segundo o levantamento, o saldo devedor com cheques sem fundos no primeiro bimestre deste ano ficou, na média, em R$ 1.583,95, alta de 11,9% em relação ao mesmo período de 2011.
As dívidas com bancos cresceram com menos intensidade (2,6%) na comparação entre os dois período e representaram o segundo maior saldo no endividamento dos consumidores brasileiros (R$ 1.328,8).
Entre os valores devidos, a menor quantia foi registrada na categoria dívidas não bancárias, como aquelas com prestadoras de serviços como distribuidora de energia elétrica. A modalidade foi a única da pesquisa a registrar redução (-19,3%) no primeiro bimestre deste ano, para R$ 382,77.
A pesquisa de fevereiro mostrou manutenção na trajetória de desaceleração da inadimplência. O indicador de atrasos recuo de 3,4% em relação a janeiro -- a quarta queda seguida nesta comparação-- mas ainda está 10% acima do mesmo mês de 2012.
No bimestre, houve alta de 11,5%, o menor avanço desde 2010.
PARA FUGIR DO ENDIVIDAMENTO
Com um bom planejamento, é possível administrar os débitos e fugir do superendividamento.
A primeira recomendação dos especialistas é que o consumidor faça um mapa das dívidas que possui. Em seguida, deve-se estabelecer uma ordem de prioridade de pagamento desses débitos, começando pelos mais caros: ou seja, os que têm juros mais altos.
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Isso vai ajudar a fazer com que o valor total das dívidas pare de crescer por causa de juros elevados.
Depois, a orientação é tentar negociar com o maior número possível de credores. Em geral, eles facilitam o pagamento para começar a receber ao menos parte dos valores. Quem se recusar a negociar vai para o fim da fila.
Além disso, uma estratégia que pode ajudar é incrementar a receita com um trabalho temporário ou vendendo algo --uma coleção de discos, por exemplo.
É possível também pegar um empréstimo para pagar a dívida, mas isso só é um bom negócio se os juros da nova forem menores do que os da antiga.
Uma situação em que essa prática tende a ser vantajosa é quando se deve no cartão de crédito, que costuma ter os juros mais altos entre as modalidades de crédito.
O mesmo vale para os investimentos: aplicar o dinheiro em vez de pagar uma dívida só vale a pena se o investimento render mais do que os juros da dívida --o que costuma ser raro.
O consumidor endividado pode também procurar ajuda. O Procon-SP, por exemplo, oferece um serviço de apoio ao superendividado.