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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Atualizado às 14h13.
As Bolsas de Valores dos Estados Unidos aceleravam a queda nesta sexta-feira após dados decepcionantes sobre o mercado de trabalho do país.
O índice Standard & Poor's 500 caía perto de 2% e chegou a ficar abaixo da média móvel de 200 dias pela primeira vez desde dezembro.
Às 14h (horário de Brasília), o índice Dow Jones, referência da Bolsa de Nova York, caía 1,79%, aos 12.171 pontos. O indicador tecnológico Nasdaq cedia 2,23%, para 2.764 pontos. O S&P 500 tinha variação negativa de 2%, a 1.284 pontos.
As quedas são reflexo dos dados de emprego nos Estados Unidos que mostraram um fraco crescimento da força de trabalho, o mais recente golpe em uma sequência de dados que desencadeou temores de uma desaceleração na economia global.
O crescimento dos empregos nos EUA em maio foi o mais fraco em um ano, com geração de 69 mil postos de trabalho, volume muito menor que o previsto, sugerindo que a recuperação econômica do país está vacilando.
As ações europeias recuaram para mínimas em seis meses nesta sexta-feira e encaminhavam-se para mais perdas, na medida em que dados econômicos fracos dos Estados Unidos e da Europa colocaram dúvidas sobre as perspectivas de recuperação econômica mundial.
O índice das principais ações europeias FTSEurofirst 300 encerrou em queda de 1,7%, a 956,29 pontos, segundo dados preliminares. Esse nível de fechamento não era visto desde dezembro.
O índice Euro STOXX 50, que reúne as blue chips da zona do euro, caiu para o menor nível em oito meses, ao perder 2,2%, a 2.071 pontos.
No Brasil, a Bovespa também operava em queda, acompanhando as principais praças internacionais. Assim como os EUA, zona do euro, China e Brasil --com o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre-- ajudaram a debilitar os mercados.
Às 14h, o Ibovespa recuava 1,14%, a 53.840 pontos. No pior momento até agora, o índice chegou a cair 2,57%, a 53.086 pontos. Em maio, o índice acumulou queda de 11,86%, o pior desempenho mensal desde outubro de 2008, ápice da crise global.
"Estamos vendo um sentimento de forte aversão ao risco, com queda de atividade em praticamente todos os países, mostrando que a crise europeia começa a afetar a economia global", disse o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
"O PIB brasileiro contribui para esse sentimento de que a economia está mais fraca do que se imagina e mostra claramente como o cenário mundial está afetando a economia brasileira, que pode nem atingir o mesmo patamar do ano passado."
A economia brasileira cresceu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o quarto trimestre de 2011, abaixo do esperado pelo mercado e pela equipe econômica do governo.
A China mostrou sinais de desaceleração mais ampla, com pesquisas sobre seu setor industrial em maio, indicando deterioração mais profunda que o esperado na demanda doméstica e externa.
Na zona do euro, o setor industrial registrou em maio o ritmo mais forte de contração em quase três anos, com a crise da dívida afetando a confiança e novas encomendas continuando a recuar.
DÓLAR
O dólar registrava alta ante o real nesta sexta-feira, após subir mais de 1% no início da sessão, em meio à piora do sentimento do investidor por causa de temores em relação ao crescimento econômico global.
Agentes de mercado destacavam, no entanto, que os investidores brasileiros estavam cautelosos em apostar na alta do dólar, pois temiam possíveis intervenções do Banco Central no mercado de câmbio.
Às 14h(horário de Brasília), a moeda norte-americana avançava 0,99%, para R$ 2,038, depois de bater R$ 2,0470 na máxima do dia.
"O dólar está subindo por causa de aversão ao risco. Temos um dia muito negativo hoje", afirmou o gerente de tesouraria do Banco Daycoval, Gustavo Godoy.