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A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) absolveu por unanimidade o ex-operador de ativos do banco PanAmericano, Frank Sadayoshi Yamamoto, acusado pela autarquia de efetuar negociações com ações do banco fazendo uso de informações privilegiadas.
O processo foi aberto após a esposa de Yamamoto, Eliane Thiemi Taira, ter sido identificada pela CVM como a pessoa física que mais lucrou com ações do banco em 2009, ano em que parte do PanAmericano foi vendido para a empresa de participações da Caixa Econômica Federal.
A compra de ações por Eliane teria sido realizada em agosto e a venda de uma participação do PanAmericano em dezembro do mesmo ano.
Yamamoto, que também negociou ações em seu nome, com lucro de R$ 178,8 mil, era o réu no caso por ter sido considerado quem comandou as operações.
Ele teria comprado 309 mil ações em nome da esposa entre maio e agosto de 2009, com lucro de R$ 1,5 milhão com a venda dos papéis até maio do ano seguinte.
O julgamento na CVM estava inicialmente marcado para dezembro do ano passado, mas foi suspenso após a então presidente da autarquia Maria Helena Santana pedir vista do processo.
Para o diretor da CVM Roberto Tadeu, relator do processo, o investidor realizou compra e venda dos papéis meses antes do início das negociações entre o Panamericano e a Caixa, além de ter mantido ações em carteira meses após o anúncio.
A CVM não identificou provas de que houve uso de informação privilegiada. No ano passado, a autarquia já havia iniciado o julgamento de Yamamoto, que foi suspenso pelo pedido de vista da ex-presidente da CVM Maria Helena Santana.
A ação não trata da possível fraude na venda de parte do Panamericano para a Caixa Econômica Federal, operação que está sendo investigada pelo Ministério Público do Distrito Federal.
Na semana passada, o Ministério Público Federal denunciou 14 ex-diretores e três ex-funcionários do Panamericano por crimes contra o sistema financeiro.
Com Reuters