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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
A operadora de turismo CVC Brasil protocolou pedido para abertura de capital na Bolsa retomando planos iniciados há dois anos.
Conforme documentos entregues à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a operação envolverá exclusivamente a distribuição secundária de ações, quando os recursos vão para os acionistas vendedores.
Por isso, o dinheiro levantado com a venda dos papéis não será investido na empresa, informou o grupo.
A empresa é controlada pelo fundo de investimento americano Carlyle, que comprou 63,6% da companhia em dezembro de 2009, sem divulgar valores envolvidos. A participação remanescente ficou com o fundador da companhia, Guilherme Paulus.
No prospecto preliminar, a CVC informou que o Carlyle e Paulus vão vender ações no oferta inicial de ações, sem discriminar a quantidade de papéis envolvidos.
Atualmente, o BTC Fundo de Investimento em Participações, do Carlyle, é dono de 63,22% da CVC, e o GJP Fundo de Investimento, de Paulus, possui outros 36,13% da companhia. Os 0,65% restantes estão em tesouraria.
O banco de investimento Itaú BBA coordenará a oferta, com o Morgan Stanley, Bank of America Merrill Lynch, BTG Pactual e JP Morgan também participando da oferta.
EMPRESA
Fundada em 1972, a CVC cresceu e se consolidou com a venda de pacotes turísticos populares. Citando dados do Ministério do Turismo, a empresa afirmou ter respondido sozinha por 11,4% dos gastos realizados no mercado brasileiro de viagens de lazer em 2012.
Apesar de combinar oferta de passagens aéreas e terrestres, hospedagem e serviços como seguro viagem, a empresa não é proprietária de ativos permanentes e nem paga antecipadamente por quarto de hotéis ou assentos em aviões, disse em prospecto.
A empresa defende que o modelo de "baixo nível de investimento em ativos" é o que permite a obtenção de retornos "consideráveis" sobre os investimentos. No acumulado do ano, no entanto, esse indicador apresenta queda.
De janeiro a setembro, a receita líquida da CVC caiu 1,3% em igual período de 2012, para R$ 457,6 milhões, com o lucro líquido recuando 8,2 %, para R$ 71,8 milhões.
A companhia afirma atuar em todos os Estados brasileiros e no Distrito Federal, com presença em 288 cidades. Até o fim de setembro, a companhia tinha 750 lojas exclusivas, sendo 717 unidades operadas por franqueados.