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DE SÃO PAULO
Atualizado às 20h49.
No 2º dia de greve dos bancários, a adesão aumentou, segundo o sindicato. O número de trabalhadores que ficaram de braços cruzados na capital passou de 18 mil na quinta-feira para 32 mil nesta sexta-feira (20), de acordo com balanço feito pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. O número representa cerca de 23% dos 142 mil trabalhadores na base do sindicato.
O destaque da paralisação foi o centro administrativo e matriz do Bradesco, conhecido como Cidade de Deus, localizado em Osasco. O centro, que concentra cerca de 11 mil funcionários, parou completamente.
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O balanço do sindicato ainda mostrou que na capital 659 locais de trabalhos, sendo 14 centros administrativos e 645 agências, fecharam. Ontem, eram cerca de 580 locais em greve.
"Terminamos a semana com uma boa adesão à greve. O Comando de Greve continua à disposição para negociar e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) não se manifestou desde o dia 12 [deste mês], quando a proposta foi rejeitada pelos bancários, por unanimidade, em assembleias realizadas em todo país", disse Juvandia Moreira, presidenta do sindicato.
A Fenaban diz que "a maioria das agências e todos os canais alternativos, físicos (autoatendimento, correspondentes) e eletrônicos, está funcionando."
MOVIMENTO
O rumo do movimento será definido em assembleia programada para segunda-feira (23), às 17 horas. Está prevista, ainda, uma passeata na terça-feira, a partir das 16 horas na av. Paulista --no vão livre do Masp.
De acordo com a presidente do sindicato ainda haverá uma nova reunião com os bancários e as lideranças hoje para decidir quais pontos serão paralisados na segunda-feira.
"Vamos definir quais são os pontos estratégicos e ouvir o que os bancários querem."
PONTOS DE GREVE EM SÃO PAULO
As informações foram passadas pela Contraf-CUT
BRASIL
Em âmbito nacional, foram 7.282 agências e centros administrativos fechados no segundo dia de greve. No primeiro dia, os bancários fecham 6.145 agências em todo o país.
Os dados foram coletados pela Contraf-CUT, com base em 143 sindicatos.
"O movimento está se ampliando rapidamente no Brasil todo, o que demonstra a insatisfação dos bancários com a postura intransigente dos bancos", afirma Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.
"Os bancos disseram na mesa de negociação que não pretendem conceder aumento real. Mas como é que pode se, segundo o Dieese, 84,5% dos acordos salariais feitos este ano no Brasil têm aumento real de salário, e os bancos, o setor que mais lucra, se recusarem a acompanhar essa tendência?", questiona Carlos Cordeiro.
REIVINDICAÇÕES
Os bancários reivindicam, principalmente, reajuste salarial de 11,93% --sendo 5% de aumento real, maior participação sobre lucros e resultados e "fim das metas abusivas" -- exigências de mínimo de venda de produtos do banco por seus funcionários.
Ainda, pedem um piso salarial de R$ 2.860,21, valor calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) como sendo o mínimo para que o trabalhador possa pagar suas despesas básicas e de sua família.
Por sua vez, a proposta dos bancos é 6,1% de reajuste salarial, mantendo a mesma fórmula de participação nos lucros.
OUTRO LADO
Em nota, a Fenaban diz lamentar a posição dos sindicatos, que causa transtorno à população.
"Os bancos respeitam o direito à greve, entretanto, farão tudo que for necessário e legalmente cabível para garantir o acesso da população e funcionários aos estabelecimentos bancários."