Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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Reunidos nesta segunda-feira (30) em assembleia, os cotistas do fundo de investimento BCSul Platinum, do Banco Cruzeiro do Sul, rejeitaram a proposta de substituir os atuais administradores e de permitir a liquidação antecipada do fundo.
A assembleia foi pedida pelos próprios cotistas, a maioria pequenos investidores pessoa física que acabaram comprando cotas que deveriam ser vendidas somente a grandes investidores do mercado de capitais.
Cerca de 200 pessoas participaram da assembleia, entre eles gerentes do próprio Cruzeiro do Sul que aplicavam o dinheiro pessoal em fundos do banco.
Além da assembleia do fundo Platinum, estava prevista também a do fundo Equity, mas não houve quórum para instalá-la.
Voltado originalmente a grandes investidores, o fundo Platinum e o Equity investiam em debêntures (títulos de dívida) da Patrimonial Maragato, empresa de participações dos donos do Cruzeiro do Sul.
Com a intervenção no banco, os antigos donos do Cruzeiro do Sul tiveram indisponibilizadas as ações da Maragato, entre outras propriedades e bens.
Os cotistas alegam que desconheciam que os fundos aplicavam em debêntures da Maragato. Também acusam a área comercial do Banco Cruzeiro do Sul de promover irregularmente a venda a pequenos investidores de cotas de fundos voltados a grandes investidores.
Ao todo, os dois fundos têm um patrimônio de R$ 450 milhões.
Na assembleia, o grupo de cotistas decidiu criar uma comissão para acompanhar os trabalhos dos gestores e definir uma estratégia para recuperar o dinheiro investido.