Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
EPAMINONDAS NETO
DE SÃO PAULO
Atualizado às 13h00.
Ações de construtoras, redes varejistas e bancos recheiam boa parte das sugestões de papéis feitas por corretoras de valores para o mês de setembro.
Os analistas também estão um pouco mais otimistas em relação às perspectivas da Bolsa de Valores --que amarga queda de 18,5% neste ano-- para as próximas semanas.
Embora o cenário externo continue bastante preocupante, há expectativas de que o banco central americano volte a adotar estímulos para essa economia; no velho continente, ao lado da piora das condições na Grécia, existem esperanças de que as maiores economias europeias encontrem uma solução unificada para a crise das dívidas soberanas.
No front doméstico, a maior novidade foi a guinada na política monetária pelo Banco Central. Após a redução dos juros de 12,5% ao ano para 12%, embora desconfiados, economistas acreditam que mais cortes podem vir nos próximos meses.
Em tese, juros mais baixos tornam aplicações em renda variável mais atrativas em relação à renda fixa. E na Bolsa, empresas que se beneficiam de uma redução no custo do dinheiro tendem a valorizar, caso esse cenário realmente se concretize.
"A Bolsa brasileira acumula no ano um dos piores desempenhos entre seus pares internacionais (...). Nessa linha, o corte de 50 pontos básicos na Selic [a taxa básica de juros do país] contribuiu para o 'rally' [corrida] de recuperação do início de setembro. Ainda não está claro se o índice conseguirá manter o ritmo de alta, mas as perspectivas se tornaram relativa melhores", aponta a equipe de analistas da corretora Socopa, em relatório publicado nesta semana.
"As seguidas quedas do Ibovespa nos levam a crer que as perspectivas para a Bolsa estão mais favoráveis nesse mês", apontam os especialistas da Omar Camargo Investimentos, considerando que as condições da economia brasileira podem limitar o impacto de uma "eventual deterioração do cenário externo".
Esse otimismo dos analistas é, no entanto, bastante relativo: boa parte dessas expectativas um pouco mais positivas dependem do que os bancos centrais, tanto dos EUA quanto da Europa, devem fazer, ou pelo menos sinalizar, quanto as respectivas crises.
Outra parcela dos analistas está ainda mais cautelosa, e aguarda o retorno do capital estrangeiro à Bolsa de Valores doméstica para apostar numa recuperação mais consistente.
RECOMENDAÇÕES
Para setembro, a Omar Camargo Investimentos sugere uma carteira composta pelas ações da Vale, Bradesco, Petrobras, Gerdau, OGX, Cremer, Fertilizantes Heringer, Natura, Copel, Eletrobrás, Le Lis e Positivo.
Além das três primeiras dessa carteira, a Coinvalores indica os papéis da BR Malls, CCR, Cemig, Ecorodovias, Eztec, Fleury, Localiza, Lojas Renner, Marcopolo, Mills, Multiplus, Odontoprev, Autometal, Tim e Tractebel.
As ações da Vale são o elemento comum entre as carteiras anteriores e o plantel sugerido pela Socopa, que lista ainda os papéis do Banco do Brasil, Lojas Americanas, PDG e Randon.
Além dos ativos da mineradora, a Planner também recomenda as ações da Petrobras e da Eztec, além das ações da AES Tietê, Queiroz Galvão, BB, Paraná Banco, Hypermarcas, Multiplan, M.Dias Branco, Duratex e Cesp.
Já a Souza Barros sugere os papéis do BB e da Petrobras, bem como os ativos da Tractebel, BM&FBovespa e São Martinho.
Vale, Petrobras e OGX também fazem parte da carteira recomendada pela TOV Corretora, que acrescenta os papéis do Itaú-Unibanco, Usiminas, PDG e Gafisa.