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DE SÃO PAULO
Há três anos, o São Paulo faturava o dobro do Corinthians com patrocínio. Hoje, é o Corinthians quem fatura quase o dobro do São Paulo.
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Os uniformes que serão exibidos no Morumbi "custam" quase R$ 70 milhões.
| Fábio Braga/Folhapress |
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| Com Ronaldo, Corinthians aumentou ainda mais suas receitas |
O São Paulo vendeu ao Banco BMG por R$ 25 milhões os espaços no peito, nas costas e nas mangas.
O Corinthians conseguiu R$ 45 milhões da Hypermarcas, que espalhou suas marcas por todos os lugares do uniforme corintiano, e do banco Pan-Americano.
É preciso fazer a ressalva de que uma parte desse valor --pelo menos R$ 10 milhões-- vai direto para o bolso de Ronaldo, o maior responsável pela elevação dos valores arrecadados pelo Corinthians. Mas não o único.
Quando o clube foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro, em 2007, o contrato com a Samsung rendia cerca de R$ 8 milhões por ano --o São Paulo faturava R$ 15 milhões com a LG.
No início do ano, o vice de marketing do clube do Morumbi, Julio Casares, chegou a criticar o rival por transformar o uniforme em "macacão de F-1", em referência ao excesso de marcas.
Casares também criticou os "patrocínios de ocasião" do Corinthians, que fechou contratos para só um jogo.
Poucos meses depois, o São Paulo adotou táticas semelhantes. Um dos "patrocinadores de ocasião" foi a Locaweb, cujo diretor comercial, Alex Gilkas, acabou demitido após o clássico no primeiro turno do Nacional.
Corintiano, Gilkas chamou de "bambizada" a torcida do São Paulo, que perdeu por 4 a 3.