Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
MARIANA SALLOWICZ
DO RIO
Com um cenário de inflação em alta, o consumo das famílias ficou praticamente estável (0,1%) no primeiro trimestre do ano na comparação com os três últimos meses de 2012, informou o IBGE nesta quarta-feira.
Foi o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2011, quando teve queda de -0,2%.
O PIB (Produto Interno Bruto, a soma das riquezas do país) cresceu 0,6% no primeiro trimestre do ano na comparação livre de influências sazonais com os últimos três meses de 2012.
"Há diversos fatores que explicam essa desaceleração do consumo, como a inflação em alta. A massa salarial real está sendo corroída", afirma Rebeca de La Rocque, especialista do IBGE.
A alta de preços também inibe o consumo.
Outros motivos apontados para o resultado são um ritmo menor de crescimento do crédito para pessoa física e a volta gradual do IPI, afirma.
No caso dos veículos, que teve o benefício do IPI reduzido até dezembro, há ainda um consumo menor porque muitas famílias já adquiriram o bem recentemente.
Na comparação entre os três primeiros meses do ano e o mesmo período de 2012, o consumo teve alta, com elevação de 2,1%. Foi o 38º crescimento consecutivo nesse tipo de comparação.
Apesar da elevação, o ritmo caiu. No último trimestre de 2012, a alta foi de 3,9% na mesma base de comparação. O crescimento de 2,1% foi o menor desde o quarto trimestre de 2011, quando teve o mesmo resultado.
VEJA O DESEMPENHO DE CADA SETOR DA ECONOMIA, EM %
| Setor de atividade | CONTRA O 4º TRI DE 2012 | CONTRA O 1º TRI DE 2012 |
|---|---|---|
| PIB | 0,6 | 1,9 |
| Agropecuária | 9,7 | 17 |
| Indústria | -0,3 | -1,4 |
| Extrativa mineral | -2,1 | -6,6 |
| Transformação | 0,3 | -0,7 |
| Construção civil | -0,1 | -1,3 |
| Prod. e distrib.de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana | -0,1 | 2,6 |
| Serviços | 0,5 | 1,9 |
| Comércio | 0,6 | 1,2 |
| Transporte, armazenagem e correio | -0,9 | 0,3 |
| Serviços de informação | 0,3 | 2,5 |
| Interm. financ, seguros, prev. complem. e serviços relacionados | 0,1 | 1,5 |
| Outros serviços | -0,5 | 2,6 |
| Atividades imobiliárias e aluguéis | 0,7 | 1,9 |
| Adm., saúde e educação públicas | 0,8 | 2,2 |
| Valor adicionado a preços básicos | 0,7 | 1,8 |
| Despesa de consumo das familias | 0,1 | 2,1 |
| Despesa de consumo da administração pública | 0 | 1,6 |
| Formação bruta de capital fixo | 4,6 | 3 |
| Exportação de bens e serviços | -6,4 | -5,7 |
| Importação de bens e serviços (-) | 6,3 | 7,4 |
Fonte: IBGE
PIB
O resultado do PIB --que somou R$ 1,1 trilhão no período de janeiro a março ficou abaixo do previsto pelo mercado, cujas expectativas apontavam para uma expansão de cerca de 0,9% no primeiro trimestre.
O desempenho ocorre em meio à dificuldade da indústria de crescer --o setor é visto como o principal entrave a uma expansão mais robusta da economia. A indústria registrou queda de 0,3% de janeiro a março.
Já a principal novidade positiva veio da agropecuária e dos investimentos.
Enquanto a agropecuária registrou expansão de 9,7% do quarto para o primeiro trimestre, o investimento cresceu 4,6% após um tombo de 4% no ano passado. Do terceiro para o quarto trimestre de 2012, o investimento havia registrado alta de 0,5%.
O setor de serviços, o de maior peso, avançou 0,5% na mesma base de comparação.