Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
da Folha Online
A classe média brasileira parou de aumentar, como vinha ocorrendo nos últimos anos com a ascensão de brasileiros mais pobres. Pelo contrário, "perdeu" cerca de 2 milhões de pessoas em 2008. Enquanto isso, as classes mais baixas tiveram pequenas alterações positivas. Os dados são de pesquisa da Cetelem em parceria com a Ipsos.
Outro dado levantado no estudo trata do consumo dos brasileiros. Segundo a pesquisa, os entrevistados demonstraram cautela ao planejar seus gastos, provavelmente influenciados pela crise econômica global.
Segundo a pesquisa, a classe C fechou 2008 com 45% da população brasileira, ou cerca de 84,6 milhões de pessoas. O número é próximo ao registrado em 2007, quando tal grupo tinha 46% da população (86,2 milhões de pessoas).
Em 2008, as classes D e E somavam 40% da população, ou cerca de 75,8 milhões de pessoas. Em 2007, o grupo representava 39%, ou 72,9 milhões de pessoas.
Para os pesquisadores, após forte migração das classes D/E para C, o ano de 2008 aponta "a consolidação da classe C como o principal grupo do país".
"A distribuição da população brasileira por classe de consumo se manteve estável, o que indica a consolidação das mudanças ocorridas nos últimos anos. E em especial, ao avaliarmos os resultados de acordo com o cenário econômico global, a manutenção da pirâmide pode ser encarada como um resultado positivo", afirma a pesquisa.
No topo da pirâmide, as classes A e B fecharam 2008 com 15% da população, mesmo índice registrado em 2007, ou cerca de 29,3 milhões de pessoas.
Segundos a pesquisa, a classes são divididas por renda familiar, com ganho médio mensal de R$ 2.586 (classes A e B), R$ 1.201 (classe C) e R$ 650 (classes D e E). Na média, a renda familiar alcançou R$ 1.162 em 2008, contra R$ 1.047 em 2007.
Consumo
Apesar de a renda disponível ter aumentado entre 2007 e 2008, de R$ 152 para R$ 251, em média, o consumidor continua cauteloso quando o assunto é gastar.
"A forma de pagamento depende do item a ser comprado, mas a grande maioria, quando concretizada, será realizada a prazo. Mas há um indício de que as compras "menores" serão mais realizadas à vista do que nos anos anteriores. As classes D/E são as que têm a menor pretensão futura de compra --decorrente de sua menor renda disponível", afirma o estudo.
A intenção de comprar telefone celular e computador, que apresentava maior tendência de crescimento, recuou em 2008, para 21% e 17%, respectivamente, contra índices de 24% e 20% em 2007.