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As centrais sindicais elogiaram nesta quarta-feira (11) a decisão do Banco Central de reduzir em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros, a Selic. A decisão de hoje baixou a taxa de 8,5% para 8% ao ano.
A Força Sindical, a Contraf-CUT e UGT (União Geral dos Trabalhadores) consideram a redução adequada e enfatizam que o Copom deve manter a trajetória de quedas nas próximas reuniões para dar alento à "fraqueza da indústria" que vem mostrando dificuldades em apresentar sinais consistentes de crescimento.
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"Apesar das medidas adotadas pelo governo e a inflação estar em queda, o crescimento do país tem sido moderado. O último gargalo, agora, para reverter essa situação, é pressionar o sistema bancário a reduzir seus ganhos a taxas de níveis internacionais", afirma Ricardo Pata, presidente da UGT.
"É inadmissível que com uma taxa Selic a 8% e inflação abaixo de 5% ao ano, os bancos insistam em cobrar juros de 150% ao ano no cheque especial e 600% no cartão de crédito", critica.
Para Miguel Eduardo Torres, presidente em exercício da Força Sindical, o Copom deveria ser mais ousado. "A Força Sindical manterá uma postura de cobrança com o governo para livrar o país da especulação financeira desenfreada. [É preciso] combater a especulação que inibe a produção, o consumo e a geração de postos de trabalho."
Já a Contraf-CUT acredita que a redução dos juros é também o melhor remédio para enfrentar o endividamento e a inadimplência e proteger a economia.
"Juros mais baixos são essenciais para ampliar o crédito, incentivar a produção e o consumo e levantar as projeções do PIB, como forma de gerar mais empregos, distribuir renda, combater a miséria e garantir inclusão social", destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT.