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O cartão de crédito é responsável por uma fatia consideravelmente maior do gasto mensal das famílias com dívida do que o cheque especial, afirma a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).
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Juntas as duas linhas, chamadas de rotativas pelo Banco Central, respondiam por 27% do comprometimento de renda em abril, segundo Relatório de Estabilidade Financeira do BC.
Pelos cálculos da Febraban, o cartão de crédito responde por mais de 80% do peso dos rotativos no orçamento familiar. O cheque especial, por sua vez, concentraria menos de 20% do total dos rotativos, escreve a entidade em seu informe semanal.
Apesar de serem pouco representativos no estoque das operações de crédito, as linhas rotativas de financiamento pressionam mais o orçamento mensal das famílias graças a concentração em prazos curtos de juros altos, como mostra reportagem do jornal "Valor" desta segunda-feira (8).
Os economistas da Febraban também fizeram uma estimativa de quanto seria o gasto mensal com dívida caso a maior parte do estoque de operações de crédito fosse financiamentos imobiliários, com prazos mais longos e juros menores.
Supondo que 80% fosse crédito imobiliário, como nos EUA, e redistribuindo o restante pelas linhas e pesos atuais, o comprometimento de renda no Brasil seria de 9,8%, dos 22,1% atuais, escreve a Febraban.
Em julho, o comprometimento de renda com dívida financeira no Brasil foi de 22,42%, maior percentual da série histórica do Banco Central, que começa em 2005.