Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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TONI SCIARRETTA
DE SÃO PAULO
O Carrefour, segundo maior varejista do mundo, decidiu trazer ao Brasil o executivo Charles Desmartis, 56, para ser o novo comandante da operação brasileira.
Desmartis será, a partir do dia 4 de novembro, o presidente da holding Brepa Comércio e Participações, que controla os dois principais negócios do grupo no país: os supermercados e hipermercados da bandeira Carrefour e o Atacadão, bandeira do chamado atacarejo (mistura de atacado com varejo).
A chegada de Desmartis, que tem forte experiência na área financeira, ocorre após a subsidiária brasileira contratar pelo menos um banco de investimento para planejar a sua abertura de capital na Bolsa.
"Com essa organização, o Carrefour entra numa nova etapa do seu desenvolvimento no Brasil, marcada pela renovação da rede de lojas e aceleração da expansão", afirmou o grupo, em nota.
Desmartis era diretor do controle financeiro desde 2011. O executivo tem pós-graduação pela Ecole des Hautes Etudes Commerciales na França e pela Universidade de Stanford.
RUMORES
Desde o fracasso da proposta de fusão com o Pão de Açúcar em 2011, encampada pelo empresário Abilio Diniz, a subsidiária brasileira do Carrefour tem sido alvo de sucessivas especulações tanto sobre a venda da operação quanto de abertura de capital no país.
Os rumores aumentaram neste ano após a rival Via Varejo, controlada pelo Grupo Pão de Açúcar e dona das marcas Ponto Frio e Casas Bahia, decidir pela entrada na Bolsa de Valores.
A abertura de capital no Brasil deve ser inspirada na realizada pelo espanhol Banco Santander em 2009, quando levantou R$ 14 bilhões.
O Carrefour faturou R$ 31,4 bilhões em 2012, atrás apenas dos R$ 57,3 bilhões apurados pelo Grupo Pão de Açúcar e á frente dos R$ 25,9 bilhões do Walmart, segundo a Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
O Brasil é o segundo maior mercado do Carrefour após a França, respondendo por cerca de 14% dos resultados mundiais da empresa.
A unidade brasileira está sob intervenção branca desde 2010, quando o Carrefour descobriu um rombo contábil de € 500 milhões no país e substituiu toda a diretoria.