Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
DA REUTERS
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou sem restrições a compra da Credicard pelo Itaú Unibanco, anunciada em maio por R$ 2,767 bilhões, conforme publicado nesta quinta-feira (22) no Diário Oficial.
A operação envolveu a aquisição do controle do Banco Citicard, com uma carteira de crédito de R$ 7,3 bilhões ao fim de 2012 e com uma base de 4,8 milhões de cartões de crédito, além de 96 lojas da Credicard Financiamentos, compondo ativos totais de R$ 8 bilhões.
Receita Federal cobra R$ 18,7 bilhões do Itaú por fusão com Unibanco
Em documento submetido ao Cade, o Itaú havia informado que a compra contempla "acréscimo de participação de mercado desprezível da perspectiva concorrencial (inferior a 5%) no segmento de cartões, e menor ainda no empréstimo pessoal (inferior a 0,6%), no crédito consignado (inferior a 0,1%) e no financiamento para aquisição de veículos (inferior a 0,01%)."
A aprovação da compra da Credicard acontece pouco depois de a Receita Federal ter multado o Itaú em cerca de R$ 18,7 bilhões por tributos pela fusão com o Unibanco.
O banco recebeu o auto de infração em 25 de junho deste ano, com a cobrança de quase R$ 11,8 bilhões em Imposto de Renda --mais multa e juros--, além de pouco menos de R$ 6,8 bilhões de CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), também acrescido de multa e juros.
O valor cobrado pela Receita supera o lucro líquido obtido pelo banco no ano passado, que foi de R$ 13,5 bilhões.
O comunicado diz que a Receita entendeu que o banco teria deixado de recolher os tributos em 2008, quando Itaú e Unibanco se fundiram, depois de 15 meses de negociação, para formar o maior banco privado do Brasil.
O banco considerou "descabido" o entendimento do Fisco de que houve ganho tributável com a operação.