Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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Os Brics devem anunciar nesta quarta-feira (27) o primeiro resultado concreto desde que o grupo foi oficialmente criado, em 2006: o "FMI do Brics".
A presidente Dilma Rousseff, ao lado dos líderes da Rússia, Índia, África do sul e China, deve apresentar o Arranjo de Reservas Contingenciais, uma espécie de cheque especial no valor de US$ 100 bilhões para ser usado em caso de crises financeiras. O arranjo seria uma alternativa dos Brics ao FMI (Fundo Monetário Internacional).
Na visão do governo, essa seria uma prova de que o Brics não é apenas uma sigla criada pelo economista Jim ONeill, da Goldman Sachs, mas uma organização que dá resultados concretos.
O arranjo de reservas é semelhante ao acordo de Chiang Mai, entre Japão, China, e países asiáticos, de US$ 250 bilhões.
O FMI do Brics poderá ser acionado quando houver uma crise de liquidez e o país tiver dificuldades para financiar suas necessidades porque não consegue crédito internacional.
Para empréstimos de mais de 20% do valor da cota a que tem direito cada país, o Fundo Monetário internacional atuará como consultor para avaliar a saúde financeira do país, mas não terá nenhum papel na governança do banco.
Segundo fontes do governo, a criação do arranjo e do banco do Brics não têm nada a ver com o acirramento da crise europeia, pois vêm sendo negociados há mais de dez meses.
O FMI tinha o discurso de que os países emergentes não deveriam continuar acumulando reservas, porque colaboravam para os desequilíbrios globais, e deveriam contar com o FMI como um pool global de reservas e contribuir mais com recursos para o Fundo. O Arranjo contingencial é um pool de reservas - mas apenas dos Brics e para os Brics.
O próximo passo será a criação do banco dos Brics --esse seria uma alternativa ao banco Mundial.
Mas a constituição do banco é mais complicada e a instituição pode demorar para sair do papel.
O banco teria capital de US$ 50 bilhões, mas o potencial de empréstimos totais poderia chegar a US$ 500 bilhões. A meta é ter uma boa classificação de risco para poder captar nos mercados internacionais a custos baixos.
INFRAESTRUTURA
Um dos grandes objetivos do banco será financiar obras de infraestrutura nos Brics."É necessário termos o banco dos Brics, porque embora já haja outras estruturas de financiamento multilaterais, eles não dão conta das necessidades que temos", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.