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O Bradesco verificou queda em seus indicadores recentes de inadimplência e prevê que esse movimento se estenderá em 2013, disse nesta segunda-feira o diretor-executivo do banco Octávio de Lazari Júnior, responsável pela área de empréstimos e financiamentos.
Segundo o executivo, essa percepção --somada à expectativa de manutenção da taxa básico de juro Selic no piso histórico de 7,25% ao ano e de inflação controlada-- motivou a decisão do segundo maior banco privado do país de expandir em R$ 14 bilhões os recursos pré-aprovados para clientes pessoa física.
Com o aumento de quase 20%, o volume disponível para essa base subiu de R$ 67,6 bilhões para R$ 80,7 bilhões, informou o banco, acrescentando que os recursos serão dirigidos para cheque especial, cartão de crédito e crédito pessoal.
"É uma oferta que vai ajudar os clientes com as contas de início de ano, como IPVA [Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores] e material escolar", disse Lazari Júnior à Reuters.
O índice de inadimplência, de operações vencidas com mais de 90 dias, era de 4,1% para a carteira total do Bradesco no fim de setembro, tendo recuado 0,1 ponto percentual em relação ao segundo trimestre.
O indicador era menor do que os 5,1% de Itaú e Santander, porém maior que os 2,17% do Banco do Brasil e os 2,06% da Caixa Econômica Federal.
Segundo dados mais recentes do Banco Central, o índice global de inadimplência do sistema financeiro no país caiu 0,1 ponto em novembro, a 5,8%, após quatro meses de estabilidade.
CENÁRIO POSITIVO
Segundo o diretor-executivo do Bradesco, o cenário é positivo para expansão do crédito ao consumo, já que a massa salarial segue tendo ganhos reais e o índice de desemprego continua baixo.
Em 2012, os bancos privados expandiram suas carteiras em velocidade bem inferior às instituições públicas. Em 12 meses até setembro, a carteira de crédito da Caixa havia subido 43%, enquanto a do BB tinha aumentado em 20,5%.
Em contrapartida, o estoque de financiamentos de Bradesco, Itaú Unibanco e Banco Santander Brasil havia crescido cerca de 10%, na mesma base de comparação.
Para Lazari Júnior, a inauguração de mais de mil agências pelo Bradesco no segundo semestre de 2011 também elevou fortemente a base de clientes do banco, o que também motivou a decisão desta segunda-feira de elevar a oferta de crédito.