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Atualizado às 17h08.
Em sequência a uma nova rodada de corte nos juros, o Bradesco anunciou nesta segunda-feira uma redução de 53,7% na taxa do rotativo de seus cartões de crédito.
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Os juros cairão dos 14,9% atuais para 6,9%, a partir de novembro. A condição se aplica aos 95 milhões de cartões administrados pelo banco. Entre eles estão os de bandeira Visa, American Expresse, Elo e Mastercard.
O Bradesco é o terceiro banco a diminuir taxas para o cartão de crédito em setembro. No início do mês, Caixa e Banco do Brasil já haviam anunciado cortes nos juros para a modalidade.
As reduções da Caixa variam entre 10% e 40% no rotativo e entre 13% e 33% no parcelamento da fatura. No Banco do Brasil, o corte ficou em 30%, na média.
Segundo o diretor-executivo do Bradesco, Marcelo Noronha, o juro menor será compensado por aumento da base de usuários e das transações.
"Precisamos estimular esse meio de pagamento e de financiamento, para que não tenha sua imagem maculada por taxas históricas de dois dígitos. Os bancos têm de fazer sua parte, dar sua contribuição", afirmou.
Para o banco, a alteração na taxa, em estudo desde o ano passado, ajudará a blindar a economia dos efeitos da crise internacional.
"Acreditamos que essa decisão vai fortalecer nossa marca e nosso cartão, ampliando a sua base, seu uso e faturamento", informa a instituição. No primeiro semestre deste ano, os cartões administrados pelo Bradesco faturaram R$ 49 bilhões.
CRUZADA DOS JUROS
O movimento de diminuição nas taxas de cartão de crédito, iniciado pelos bancos públicos, repete uma extensa jornada de cortes das instituições financeiras no início deste ano.
Caixa e Banco do Brasil deflagraram em maio uma sequência de corte nas taxas em diferentes modalidades de crédito a consumidores e empresas. O movimento atendeu a um chamado do governo, que buscava forçar a concorrência no setor e induzir bancos privados a diminuir seus juros.
Desde então, os principais bancos do país aderiram ao esforço e já anunciaram a diminuição das taxas de juros em diferentes linhas de créditos.
Com a Reuters