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DE SÃO PAULO
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, abriu esta terça-feira (30) em alta em meio a divulgação de resultados de grandes bancos no Brasil e com o mercado ainda à espera da reunião do banco central americano nesta semana.
Às 10h25 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha alta de 0,76%, a 49.588 pontos. Com alta acumulada em torno de 4% em julho, o índice caminha para ter seu primeiro desempenho mensal positivo do ano.
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"Os dados dos EUA são pouco relevantes hoje. As Bolsas asiáticas fecharam em alta e na Europa os mercados seguem o mesmo rumo, enquanto as commodities caem. A Bolsa brasileira deverá refletir os resultados de empresas e permanece na expectativa da decisão do BC americano amanhã, último pregão do mês", diz Silvia Zanotto, analista-chefe da Planner Corretora, em relatório.
No câmbio, o dólar à vista --referência para as negociações no mercado financeiro-- tinha valorização de 0,27% em relação ao real às 10h27, cotado em R$ 2,267 na venda. No mesmo horário, o dólar comercial --utilizado no comércio exterior-- caía 0,08%, para R$ 2,268.
Dando continuidade à temporada de divulgação de resultados no Brasil, o Itaú Unibanco, maior banco privado do Brasil, anunciou nesta terça-feira que encerrou o segundo trimestre desse ano com lucro líquido contábil de R$ 3,583 bilhões, alta de 8,44% em relação a igual período do ano passado.
Também nesta manhã, o Banco Santander Brasil anunciou que lucrou R$ 501 milhões no segundo trimestre deste ano, com queda de 9,73% ante igual período de 2012 e recuo de 17,8% em relação ao primeiro trimestre. Os números, no entanto, superaram as expectativas de analistas.
Às 10h27, as ações do Itaú subiam 2,79%, para R$ 29,80. No mesmo horário, os papéis do Banco Santander Brasil avançavam 2,91%, para R$ 14,10.
"Acreditamos que o resultado possa ser recebido como positivo, dado que o banco [Itaú] conseguiu entregar resultados consistentes. De fato, o banco ainda sofre influências negativas das próprias condições de mercado. Porém vale ressaltar que os níveis de spread e margem com clientes mostram sinais de estabilização e até crescimento para a instituição", diz o analista, William Alves, da XP Investimentos.
Alves, porém, não vê boas perspectivas ao Banco Santander Brasil. "O banco [Santander] continua a apresentar crescimento vagaroso em suas operações, níveis de inadimplência desconfortáveis e indicadores de retorno abaixo da média", afirma. "Ainda sob influência das condições de mercado aliadas a mudança no mix de sua carteira, o banco [Santander] deve apresentar dificuldades em se desvencilhar de sua tendência negativa nos próximos trimestres", completa.
ESTADOS UNIDOS
Segundo analistas, os investidores seguem na expectativa pela reunião do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, amanhã. A autoridade deve indicar se começará ou não a reduzir seu programa de recompra mensal de títulos públicos já em setembro.
Desde 2009, o BC americano recompra, mensalmente, US$ 85 bilhões em títulos públicos para reforçar a economia dos EUA. Diante de indicadores econômicos positivos, a autoridade já afirmou que pretende encerrar o programa de estímulo em meados de 2014, mas deixou incerto quando irá começar a reduzi-lo.
Como parte do dinheiro mensal injetado pelo Fed nos EUA acaba migrando para investimentos em outros países, inclusive o Brasil, investidores do mundo todo olham com cautela para as decisões do BC americano sobre seu programa.
"Se ele [o Fed] disser na quarta-feira que vai começar a cortar o estímulo já em setembro, o Ibovespa pode perder esse ganho acumulado em julho no último dia do mês", ressalta Hamilton Alves, estrategista do BB Investimentos.
O analista Bruno Gonçalves, da WinTrade Corretora, se mantém cético em relação a uma retomada da Bolsa brasileira. "Mesmo que o Ibovespa tenha apresentado desempenho melhor recentemente, não acredito em uma recuperação sustentável da Bolsa brasileira, que cai em torno de 19% no ano", diz.
Segundo ele, a falta de crebilidade do governo brasileiro e suas medidas são o principal fator para a tendência negativa do Ibovespa. "Não estamos vendo a economia engatar, o alívio da inflação é pontual e a política fiscal do governo não é confiável."
"O governo tem que se preocupar em reduzir gastos em um momento em que a população clama por melhorias, o que demanda mais investimentos. Só haverá dedicação em solucionar os problemas econômicos do país no ano que vem, quando teremos eleições. Até lá, a Bolsa deve continuar sofrendo", completa.