Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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DA REUTERS
Em mais um pregão volátil, a Bovespa chegou a recuar mais de 1% nesta quinta-feira, após dados econômicos nos Estados Unidos. Mas desacelerou o ritmo de perdas com a situação dos bancos na Espanha e o prolongado impasse político na Grécia dando o tom de cautela aos mercados.
"Incertezas sobre a existência futura do euro devem permanecer um tema dominante hoje e nas próximas semanas, após os líderes políticos da Grécia terem falhado em formar um governo de coalização", afirmaram analistas do Lloyds Bank, em relatório.
Às 11h45, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, tinha leve alta de 0,05%, a 55.915 pontos.
Nos Estados Unidos, o Dow Jones caía 0,12%, enquanto o principal índice do mercado europeu recuava 0,87%.
DÓLAR
Em uma sessão marcada pela volatilidade, às 11h45, o dólar comercial operava em queda de 0,34% na venda, a R$ 1,995, após atingir a cotação mínima de R$ 1,993 e a máxima de R$ 2,007.
Os investidores receberam os dados de vendas no varejo brasileiro de forma positiva. Por outro lado, dados da economia norte-americana e apreensão com a Europa continuavam prejudicando o apetite por ativos de risco no exterior.
As vendas no comércio varejista brasileiro tiveram alta de 0,2% em março ante fevereiro e de 12,5% em relação a igual mês de 2011, informou o IBGE nesta quinta-feira. Trata-se da maior variação anual desde março de 2010, quando foi de 15,7%, e pode indicar alguma recuperação econômica no país.
"As vendas no varejo vieram bem. Como não vieram catastróficas, alimenta um certo otimismo no mercado", afirmou o gerente de tesouraria do Banco Daycoval, Gustavo Godoy. "O mercado está muito volátil e o movimento é pontual. Até o fechamento do dia, muita coisa pode acontecer e mudar essa tendência", emendou.
As apreensões com o contágio da crise da dívida na Europa também continuavam afetando o sentimento no exterior. Correntistas do banco espanhol nacionalizado Bankia já teriam sacado mais de 1 bilhão de euros da instituição na última semana, em um sinal da pouca confiança no banco. A Espanha, no entanto, negou o movimento.
Nos Estados Unidos, uma medida da atividade econômica futura feita pelo Confederence Board recuou 0,1% em abril, a primeira queda em sete meses, indicando uma recuperação econômica difícil no país.
Segundo Godoy, o dólar deve ficar em torno de R$ 2 e isso não deverá trazer novas atuações do governo brasileiro sobre o câmbio. "Pela declaração que o Mantega deu, acho difícil ver intervenções do governo", afirmou.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na segunda-feira que o câmbio não é uma preocupação para o governo, pois beneficia a indústria brasileira diante da concorrência mais acirrada de produtos importados.