Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
As prefeituras de Maringá (PR) e Caruaru (PE) preparam editais de parcerias público-privadas para serviços de coleta e tratamento ... Ler mais
Atualizado às 19h10.
Junho começou amargo para os mercados acionários, com a perspectiva de desaceleração mais acentuada da atividade econômica global trazendo fortes perdas nas praças internacionais e levando o principal índice da bolsa paulista a testar mais uma vez o piso de 53 mil pontos.
O Ibovespa fechou em queda de 2,0%, a 53.402 pontos. No mínima, o índice caiu 2,57%, a 53.086 pontos. O giro financeiro no pregão foi de R$ 6,2 bilhões.
"As notícias foram todas ruins, com desaceleração na China, agravamento da crise na Europa, Espanha atingida por uma onda de desconfiança, dados ruins de emprego nos Estados Unidos e ainda o fraco desempenho da economia brasileira", disse Sandro Fernandes, operador na Geraldo Corrêa. "Normalmente sou otimista, mas não tem como colocar sol em um céu desses."
O PIB brasileiro cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre ante o último quarto de 2011. Na comparação anual, a expansão foi de 0,8%, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
O número veio abaixo do esperado pela equipe econômica do governo e pelo mercado. Segundo pesquisa da Reuters, a mediana das previsões de 29 analistas mostrava que o PIB teria crescido 0,5% no primeiro trimestre na base sequencial.
"Antes, o Brasil crescia muito mais rápido que o resto do mundo, era a galinha dos ovos de ouro", disse o economista Flávio Serrano, do Banco Espírito Santo. "Mas o crescimento tem desacelerado e o modelo de expansão do consumo não tem sido suficiente para deixar a economia tão forte quanto os investidores gostariam, então agora eles estão olhando para outras oportunidades de investimento em outras partes do mundo."
A queda do Ibovespa, no entanto, foi menor que a dos mercados nos Estados Unidos e Europa. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 2,22%, na maior queda diária desde novembro. Mais cedo, o índice de ações europeias fechou em baixa de 1,88%.
Dentre as blue chips domésticas, OGX caiu 5,92%, a R$ 9,69, enquanto a preferencial da Vale caiu 1,63%, a R$ 36,12, e a da Petobras recuou 1,73%, a R$ 18,80.
LLX foi a maior baixa do índice, caindo 8,05%, a R$ 2,17. Gafisa veio logo atrás, caindo 7,69%, a R$ 2,40.
Apenas 13 dos 68 ativos que compõem o índice fecharam em alta, com destaque para TIM Participações e Redecard , que subiram 2,46% e 1,61%, respectivamente.
A preferencial da Gol subiu 0,87%, a R$ 8,11, após a companhia ter anunciado a demissão de 190 tripulantes. Segundo um operador, o mercado viu a medida como positiva, já que representa corte de custos.
Fora do índice, o Banco Cruzeiro do Sul ampliou a forte perda da véspera e despencou 15,65 por cento, a 7,60 reais. Pela manhã, o banco afirmou que tem mantido entendimentos sobre "alternativas estratégicas", após rumores de que o BTG Pactual estaria negociando a compra da instituição. A unit do BTG caiu 3,54%, a R$ 26,19.
DÓLAR
O dólar encerrou em alta de mais de 1% ante o real nesta sexta-feira, subindo pela terceira sessão seguida.
A moeda norte-americana acompanhou uma piora do cenário externo, com indicadores negativos e ainda preocupações em relação à situação fiscal da Espanha e da Grécia.
O dólar fechou em alta de 1,48%, cotado a R$ 2,0480.
O Banco Central não atuou nesta semana, após ter intensificado sua participação no mercado no período similar anterior, por meio de leilões de swap cambial tradicional, que equivalem à compra de dólares no mercado futuro.