EPAMINONDAS NETO
Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou em queda de 0,64%, aos 25.723 pontos, nesta quarta-feira. O giro foi considerado baixo para a média diária: R$ 1,15 bilhão.
Pela manhã, a Bolsa valorizou em ritmo moderado, repercutindo a aprovação do projeto das PPPs (parcerias público-privadas) no Senado Federal, que voltou à Câmara dos Deputados devido às alterações no projeto original.
As PPPs são consideradas como elementos chave para o crescimento da economia nos próximos anos, já que mobilizam investimentos em infra-estrutura, vista como um gargalo para a expansão sustentada do nível de atividade.
A valorização não durou muito e o índice virou a tendência com um movimento de realização de lucros dos investidores, devido à proximidade do feriado de Natal na sexta-feira.
O mercado deve monitorar com atenção amanhã (por volta das 8h30) o texto da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que pode ratificar a tese da parada técnica em janeiro, isto é, de um possível fim do ciclo de altas da taxa básica de juros no primeiro trimestre.
A tese da parada técnica sofreu um forte baque com a divulgação do IPCA-15 de dezembro, que apontou alta de 0,84%, muito acima das expectativas do mercado (na faixa de 0,7%).
O IPCA-15 é uma prévia do índice de preços usado pelo governo para o regime de metas inflacionárias.
Elétricas perdem
O destaque do dia ficou por conta dos papéis do setor elétrico, que descontaram os ganhos dos pregões anteriores. A derrocada foi geral entre os principais papéis da área: Cesp PN (-2,42%); Celesc PNB (-1,80%); Cemig PN (-2,09%); Copel PNB (-3,61%) e Eletrobrás PNB (-2,65%).
Entre outros destaques, o Bradesco adquiriu direitos sobre mais uma carteira de crédito de uma instituição financeira de pequeno porte, desta vez, sobre o Paraná Banco, focado, à semelhança dos demais acordos operacionais, em créditos gerados por operações com desconto em folha de pagamento para aposentados e pensionistas do INSS. A ação preferencial do Bradesco subiu 1,04% no pregão de hoje.
A Sadia anunciou no final da tarde acordo para adquirir a Só Frango Produtos Alimentícios por US$ 26,5 milhões, com o objetivo de ampliar sua capacidade de abate de aves. A ação Sadia PN recuou 0,51%.
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