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DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
As ações europeias fecharam em alta nesta quarta-feira lideradas pelo setor automotivo e sob os efeitos dos estímulos anunciados pelo banco central japonesa à economia do país.
Segundo números preliminares, o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em alta de 0,4%, aos 1.116 pontos, após encerrar com a mesma porcentagem em terreno negativo na véspera.
O indicador, que atingiu sua máxima em 14 meses na sexta-feira, na esteira do último programa de estímulo do Federal Reserve, banco central norte-americano, acumula avanço superior a 11% no ano.
"É bom que (os bancos centrais) tenham atuado --nós temos visto ativos de risco se beneficiando disso. Mas, na verdade, se o rali continuar, então precisaremos ver resultados tangíveis e é improvável que vejamos isso por algum tempo", afirmou o estrategista de mercado do Barclays Henk Potts.
"Não acho que será uma surpresa para nós se virmos que os mercados tenham uma pausa ou recuem levemente ao longo das próximas semanas até que tenhamos essas confirmações", completou.
Em Londres, o índice Financial Times subiu 0,35%, a 5.888 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,59%, para 7.390 pontos.
Em Paris, o índice CAC-40 teve alta de 0,54%, a 3.531 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib teve ganhos de 0,15 %, para 16.100 pontos.
Em Madri, o índice Ibex-35 subiu 0,50%, a 8.098 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 avançou 0,60%, para 5.333 pontos.
JAPÃO
Preocupado com a recuperação no curto prazo, o banco central japonês ampliou em 10 trilhões de ienes (US$ 127 bilhões) o programa de compra de ativos e empréstimo, para 80 trilhões de ienes.
A medida surge pouco tempo depois de que as autoridades monetárias da Europa e dos EUA terem lançado operações similares para reativar as respectivas economias.
Esse programa atualmente é a principal ferramenta do BC para afrouxamento monetário, e o aumento que ele terá se destinará para compras de títulos do governo e notas do Tesouro com desconto.
"Vemos vários países injetando dinheiro em suas economias e agora o Banco do Japão aumentando seu programa de compra de ativos. Tudo isso faz com que a busca por investimentos de risco aumente", disse o operador Bruno Martins, do Banco Daycoval.