Prefeituras de PR e PE preparam parcerias público-privadas para lixo
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NOVA YORK - As bolsas norte-americanas ensaiam uma recuperação e devem iniciar o primeiro pregão de novembro em alta, sinalizam os índices futuros. A expectativa do dia é por apresentações de dirigentes regionais do Federal Reserve e indicadores econômicos, sobretudo o índice de atividade industrial (ISM, na sigla em inglês), tudo para saber mais pistas sobre os rumos da política monetária do banco central dos Estados Unidos. Às 11h20 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,29%, o Nasdaq ganhava 0,35% e o S&P 500 avançava 0,21%.
As bolsas caíram na quinta-feira, 31, nos EUA como reflexo da última reunião do Fed e seu comunicado mostrando uma leitura mais otimista da economia ou no jargão do mercado financeiro, menos dovish. Por isso, Wall Street se concentra em buscar mais detalhes sobre como os dirigentes do banco central estão vendo a economia e os impactos da crise fiscal na atividade. Nesta manhã, em uma entrevista, o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, afirmou estar preocupado com a redução dos ritmos de compras de ativos e que o Fed deveria estabelecer um limite para o tamanho de seu balanço. Para ele, a redução deveria ter ocorrido em setembro.
Além de Plosser, outros três dirigentes falam ao longo do dia, incluindo Narayana Kocherlakota, responsável pelo Fed de Mineápolis. Há pouco, o presidente da regional de Saint Louis, James Bullard, afirmou que é preciso melhora acumulada do mercado de trabalho para mudar os estímulos monetários.
Para o economista sênior do TD Bank, Martin Schwerdtfeger, as chances maiores são de mudanças apenas em março, em meio a números fracos da economia e a possibilidade de novos embates entre democratas e republicanos em dezembro, quando termina o prazo para apresentar uma proposta de orçamento. Para ele, o próprio Fed, com o atraso na divulgação de indicadores recentes, também ficou sem indícios mais claros sobre como está a atividade econômica e, por isso, pouco mudou no comunicado da reunião. Nesse cenário, a expectativa é para ver o que os dirigentes têm a falar e como os números vão vir, diz ele.
Além dos dirigentes do Fed, dois indicadores de outubro que saem após a abertura do mercado devem ficar no foco dos investidores, o índice de atividade industrial (ISM) e as vendas de veículos. Este último só deve sair às 18h (de Brasília) e deve mostrar se a crise fiscal e o fechamento do governo por 16 dias teve algum impacto no comércio de automóveis em um momento em que o setor vinha batendo recordes de venda.
Já os números do ISM serão divulgados às 12h (de Brasília) e as previsões é de que devem recuar em relação aos números de setembro. O Bank of America Merrill Lynch projeta que o indicador final de outubro fique em 54, abaixo dos 56 do mês anterior. Os economistas do banco avaliam que as incertezas geradas pelo impasse fiscal no Congresso devem refletir em queda da confiança dos empresários e afetar negativamente a produção manufatureira.
O primeiro número do dia foi o índice de atividade dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) calculado pelo instituto Markit, que caiu para 51,8 em outubro. Em setembro, o indicador havia ficado em 52,8. A queda do indicador nos EUA contrasta com a melhora do número em outras regiões, como na China, onde o PMI atingiu em outubro o maior nível em sete meses.
No noticiário corporativo, o destaque desta manhã foi o balanço da petroleira Chevron, que divulgou redução de 5,7% no lucro, para US$ 4,95 bilhões e menores margens no refino de petróleo. O resultado vem um dia após outra gigante do setor, a Exxon Mobil, também revelar queda nos ganhos e menores margens. No pré-mercado, o papel da Chevron cedia 0,81% e o da Exxon subia 0,31.%